As Jornadas de Ciência de Arouca, decorreram no passado fim de semana, na Loja Interativa de Turismo. O debate teve como temas os mundos extraterrestres, os grandes desafios na área da saúde, a inteligência artificial, os novos paradigmas da mobilidade, a nova organização do trabalho e da sociedade e a sustentabilidade no século XXI. 

Vários investigadores, estudantes, professores e pessoas curiosas marcaram presença ao longo destes dois dias numa iniciativa conjunta do Município de Arouca, Agrupamentos de Escolas de Arouca e de Escariz, Círculo Cultura e Democracia, com o apoio do Centro de Formação de Associação de Escolas dos concelhos de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis.

Contaram também com a presença de um conjunto de conferencistas notáveis, académicos reconhecidos e investigadores em início de carreira, entre as quais com raízes arouquenses.

Sérgio Sousa, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, posicionou-se na linha da frente da ‘corrida’ para encontrar, algures no universo, um planeta semelhante à Terra; Carlos Nolasco, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que finta fronteiras (isto é, que se interessa, entre outros, por desporto e migrações); Jorge Gonçalves foi diretor da Faculdade de Farmácia (FF) e vice-reitor da Universidade do Porto (UP) para a área da Investigação, Desenvolvimento e Inovação, com atividade científica recente centrada no microambiente tumoral e terapêuticas para a COVID-19; Henrique Barros professor de Epidemiologia da UP, especialista em Saúde Pública, em quem nos habituamos a confiar durante a pandemia pelos seus comentários televisivos; Félix Carvalho, professor e responsável pelo laboratório de Toxicologia na FFUP, líder dos farmacêuticos do Norte; Manuel Carvalho da Silva, investigador e coordenador do Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social, rosto da central sindical CGTP durante 25 anos, reconhecido pela sua intensa intervenção no espaço mediático sobre temas como o trabalho, o emprego e o desenvolvimento; e dois jovens investigadores, na dianteira da inovação tecnológica de materiais e da inteligência artificial, Beatriz Maia e João Lourenço Silva. Ao cientista e médico Manuel Sobrinho Simões, coube a sessão de encerramento.

No final da tarde de sexta-feira, houve também o contributo de um conjunto alargado de investigadores de Arouca espalhados pelo país e pelo mundo, que falaram, em mesa-redonda, sobre o seu percurso e desafios das suas áreas de investigação.

Fotos: Carlos Pinho