Miguel Fernandes adquiriu recentemente um robot de ordenha que retira o leite das vacas de forma automática, proporciona uma maior qualidade de vida para o produtor, promove a produção de uma maior quantidade de leite e consequentemente resulta num maior conforto animal

O Jovem empreendedor entrou em 2014 para o ensino superior, nomeadamente para o curso de Engenharia Agropecuária, que terminou em 2017, “escolhi este curso por ter a parte zootécnica (animal) e a parte agronómica (agrícola)”, referiu salientando que estas são duas áreas que lhe interessam muito e com as quais trabalha hoje em dia.

No ano de 2013 o seu pai e irmão criaram a CALF, “empresa que detém atualmente toda a exploração Agropecuária”, sendo que em 2018 Miguel tornou-se sócio-gerente da empresa de modo a poder candidatar-se ao projeto jovem agricultor. De notar que os pais de Miguel sempre estiveram ligados à exploração agropecuária.

Ligação à agricultura

Como já referido a ligação do jovem com a agricultura veio desde o seu nascimento uma vez que os pais sempre foram agricultores e este cresceu “no meio dos animais e dos campos”, e “desde cedo soube” que queria trabalhar na área.

Quando questionado sobre o motivo pelo qual atualmente existem tão poucos jovens ligados a este tipo de profissões Miguel considera que a maioria dos jovens pensa que a agricultura não é um setor moderno e avançado tecnologicamente, todavia essa não é a sua opinião “hoje em dia na agricultura existe muita tecnologia desde robots de ordenha, sementeiras controladas por GPS, controlo de culturas com drones”. Mais adiantou o jovem que muitos jovens não têm noção de como os produtos chegam às prateleiras dos supermercados, uma vez que “nas escolas também não é feita qualquer sensibilização para que percebam o quão importante é este setor”.

No entanto também não deixou de reforçar que esta área é exigente, não tem horários fixos, ou por vezes nem mesmo fins de semana, no entanto “existem vários apoios que são dados anualmente tanto para o cultivo dos terrenos como para a criação de animais”, assim como projetos de financiamento, apesar da burocracia a eles associada estar aumentar assim como “o tempo até serem aprovados”.

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Texto: Ana Castro

Fotos: CALF