Escassearam golos numa partida em que o Arouca até saiu beneficiado com o resulto

Após Gaitán ter colocado o Paços de Ferreira em vantagem, Dabbagh não pediu licença e garantiu o ponto que o Arouca necessitava na capital do móvel.

O resultado final acabou por ser justo visto que ambas as equipas não fizeram aparecer as oportunidades de golo, todavia a equipa de Paços de Ferreira necessitava dos três pontos para sair da zona de descida, de modo que até entraram com mais determinação na partida. O facto é que os pacenses tiveram maior posse de bola durante a maior parte do tempo, mas que de nada serviu na medida em que conseguiram desconstruir a defesa do adversário, que se encontravam bem organizados num único bloco. Apenas numa ocasião é que Arouquenses permitiram um remate do adversário, sendo Antunes o responsável pela tentativa.

Pouco ou nenhum futebol se viu na primeira parte, onde apesar de o Paços de Ferreira ter mais posse de bola não concretizava essa posse em golos, e onde o FC Arouca que apesar de estar confortável sem bola, apenas saiu uma vez em contra-ataque quando Mujica atirou “muito levemente” para as mãos de Vekic.

A dada altura já só se pensava em intervalo, e ambas as equipas respiraram de alívio quando Hélder Malheiro mandou recolher ao balneário. Quem assistia desejava assistir a um jogo com um nível superior, mas a segunda parte traria uma mudança de atitude.

A intensidade aumentou assim como a agressividade, e os jogadores só tinham um foco -a baliza- de modo que o jogo mudou substancialmente. Aos 48 minutos, Mujica atirou para golo quase certo, mas viu Vekic negar-lhe os planos com uma defesa irrepreensível.

O Paços depressa percebeu as intensões do Arouca e decidiu responder por Matchoi. Esta resposta foi o primeiro passo para o que seguiria, a vantagem. Os castores numa boa jogada de equipa, mais a condizer com as intensões de César Peixoto, fizeram o 1-0 com uma classe apenas digna de Nico Gaitán.

Haviam duas alternativas, ou proteger aquilo que tinham conseguido, ou ir à procura de mais, e parece que a primeira ideia fez mais sentido para o Paços. Todavia foi uma má escolha uma vez que os Pacenses começaram a deixar de ter capacidade de chegar à área adversária, e até de se aventurar em meio-campo contrário, de modo que Armando Evangelista decidiu ir escolher ao banco lançamdo Dabbagh, Antony e Sylla para lhe darem o ponto que era necessário.

A seis minutos do final materializou-se o final feliz para o Arouca, Dabbagh na sequência de um canto aproveitou o desvio de Opoku e afirmou a presença do clube do Arouca. O jogo levou uma reviravolta depois do golo do empate, podendo o Arouca ter feito o golo da vantagem não fosse Antony ter desperdiçado.

Resumo; muitas oportunidades perdidas na Capital do Móvel.

Fotos: Pedro Fontes