A Unidade de Convalescença (UC) do Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar, que ontem assinalou o seu 14º aniversário, já recebeu até ao momento 2.257 doentes, com idades compreendidas entre os 21 e os 100 anos.

Estamos a falar de uma importante valência que, no decorrer da sua ainda curta história, tem evidenciado qualidade e rigor no serviço que presta, devido, fundamentalmente, ao mérito de uma equipa que veste a camisola da instituição com espírito de missão e enorme profissionalismo”, afirma o presidente do Conselho Diretivo deste equipamento hospitalar, Luís Miguel Ferreira.

Enquadrado na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, o serviço tem como objetivos contribuir para o bem-estar e qualidade de vida dos utentes, proporcionando-lhes cuidados conducentes à estabilização clínica e funcional e à reabilitação integral.

Fazemos naturalmente um balanço positivo destes 14 anos, mas tem sido, de facto, um percurso difícil, sobretudo pelo modelo de financiamento indexado a esta tipologia de cuidados, situação agravada nestes dois últimos anos de Covid-19”, diz a diretora técnica da UC, Júlia Oliveira, salientando a importância da estrutura, numa altura de “crescente complexidade social e de falta de respostas adequadas na família e na comunidade”.  

A UC, que ocupa o segundo piso do Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar, iniciou a sua atividade a 14 de julho de 2008, após a reconversão dos espaços no sentido de reforçar a resposta na região no âmbito da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados. 

No início o perfil dos doentes referenciados era, predominantemente, ortopédico/pós-traumático, mas, de forma progressiva,  foi-se alterando para uma população, com maior carga de doença crónica não estabilizada, menor reserva funcional, elevada dependência de cuidados de saúde, baixa literacia em saúde e crescente complexidade psicossocial e económica. De referir ainda um elevado número de pessoas com efeitos tardios de intervenções complexas e de complicações associadas a cuidados de saúde hospitalares”, explica Júlia Oliveira.  

O serviço dispõe de 20 camas para um tempo de internamento até 30 dias,  (excecionalmente e só na presença de critérios clínicos poderá ser prorrogado e sempre num período inferior a um ciclo),  apresentando uma taxa de ocupação global superior a 85 por cento.