Vítor Soares acusa a maioria socialista de propagandista e de falta de cultura democrática

Numa sessão simples, mas plena de significado político, os novos dirigentes do PSD de Arouca, tomaram posse na passada sexta-feira, depois das eleições internas de 3 de abril. O local escolhido foi um restaurante de vila e a cerimónia foi presidida pelo Vice-presidente da Distrital, Silvério Regalado. O novo líder dos sociais-democratas prometeu trabalho e uma oposição forte à Câmara socialista.

As intervenções políticas iniciaram-se com a leitura de uma carta do histórico militante Zeferino Duarte Brandão, que não pode estar presente por razões de saúde. Para este antigo presidente da Câmara e da Assembleia Municipal é importante que o partido mantenha “um diálogo permanente e construtivo com os arouquenses, ouvindo os seus anseios, auscultando os seus problemas e procurando as melhores soluções”, defendendo claramente, que o partido apresente aos arouquenses “um projeto mobilizador que discuta ideias, defina estratégias e soluções políticas e deve ter soluções construtivas para os graves problemas” do concelho.

Uma Câmara que não resolve os problemas do concelho

O novo líder dos sociais-democratas arouquenses mostrou confiança que que em breve o PSD ganhe a Câmara de Arouca, como consequência do trabalho positivo desenvolvido pelo partido nos últimos anos, pelo que agradeceu esse trabalho não só aos seus antecessores como aos autarcas. Apelando à união e à ajuda anunciou as principais linhas orientadoras da Comissão Política, sem antes criticar fortemente a maioria socialista da Câmara de Arouca “pela falta de cultura democrática”. Para si esta “preocupa-se mais na realização de eventos e fazer propaganda do que resolver os problemas do concelho, alguns do quais do primeiro patamar de desenvolvimento”, sendo inconcebível o elevado preço da água (a oitava mais cara do país) e a incapacidade em “estancar a saída população jovem”.   

O reeleito presidente da Mesa, Artur Miller, iniciou a sua intervenção com uma análise do quadro político nacional destacando o papel que o PSD tem tido quando é preciso resgatar o país, ciente que os sociais-democratas “tudo fazem para prevenir as crises e bancarrotas em que o PS é useiro e vezeiro”. Mostrando-se convicto que o PSD vai crescer “porque a troika e o pós-troika foram e sempre serão uma lição para os partidos e para os eleitores”, este dirigente concluiu a sua intervenção falando para o PSD Arouca que deve dar atenção à “desilusão de tantos e tantos militantes, simpatizantes e votantes do PSD que têm votado no PS Arouca”, pelo que há necessidade de “dar lugar à crença no futuro do PSD Arouca como agente e vetor de mudança de políticas para Arouca e para os arouquenses. O futuro está já aí!”.

Registaram-se ainda intervenções do deputado da Assembleia da República, e ex-Presidente da concelhia, Rui Vilar, que se mostrou muito orgulhoso em ver Vítor Soares a sucedê-lo, tendo também falado de resiliência, da unidade e coesão do PSD, que se tem materializado na evolução positiva dos resultados eleitoras, sendo sua convicção que o partido “está próximo da vitória. Nós vamos ganhar a Câmara Municipal em 2025” – enfatizou.    

Paulo Miller, presidente da JSD Arouca, realçou o profícuo trabalho desenvolvido pela concelhia, da renovação intergeracional, e da entrada de quadros de grande qualidade, defendendo que o partido tem uma visão e uma estratégia para o concelho que trará bons resultados em termos eleitorais.

A encerrar as intervenções esteve o vice-presidente da distrital, Silvério Regalado (é também Presidente da Câmara de Vagos), que depois desejar boa sorte a Vítor Soares, salientou que o PSD de Arouca “está no bom caminho”, dado que há bons indícios para que a vitória em 2025 seja uma realidade. Até lá “podem contar com apoio incondicional da Comissão Política distrital” – disse ainda. 

Mesa que presidiu à sessão