Ao longo do tempo, por diversos motivos (nem sempre do interesse da comunidade, mas sim, de interesses privados), o património histórico-artístico foi sendo destruído. Na maior parte dos casos sem haver qualquer necessidade para a sua destruição ou remoção.

Foi o que constatamos ultimamente com o cruzeiro manuelino, no lugar das Eiras, da freguesia do Burgo, que foi retirado (não sabemos por quem e qual o motivo), e substituído por um cruzeiro novo de linhas simples.

O valor de tal cruzeiro, no aspeto histórico-artístico é muito elevado, o que levou o P.e António Nogueira Gonçalves, o incluir no «Inventário Artístico de Portugal» quando, no século passado, passou por Arouca, a fazer o levantamento-inventário para a dita publicação, da responsabilidade da Academia Nacional de Belas-Artes.

A esta situação não podemos ficar indiferentes, assim como a população do concelho que, com certeza, na sua maioria desconhece o facto.

Daqui apelamos a quem de direito, para que faça as diligências necessárias para a reposição do dito cruzeiro, no respetivo lugar.

Foi a sua permanência durante vários séculos que deu o nome ao lugar de “Cruz das Eiras”.

É a nossa memória coletiva que fica mais pobre, com a sua substituição!…

A Direção

O novo cruzeiro