Apesar de ter sido adiado devido às condições climatéricas adversas o Teatro do Bolhão, a Câmara Municipal de Vale de Cambra e a ADRIMAG levaram a cena, no passado dia 28 de maio, o espetáculo “A Fábrica: Memórias e Sonhos”, no mesmo horário.

O espetáculo contou ainda com uma antestreia destinada à comunicação social e a todos os que, tendo bilhete/pulseira de ingresso, preferiram ver antecipadamente. As portas do recinto abriram mais cedo para a Festa dos Produtos Locais.

O evento foi levado a cena nas instalações da antiga Fábrica de Laticínios “Martins & Rebello”, localizadas no lugar de Pinheiro Manso, Vale de Cambra, que se trata de facto de um palco improvável, mas repleto de história e de memórias/emoções principalmente para os antigos funcionários da empresa que também ajudaram a fazer a recolha para o espetáculo apresentado.

António Capelo, reconhecido ator, foi o responsável pela direção artística e pelo trabalho de encenação para a comunidade cambrense. “A Fábrica” contou com a participação para além da comunidade nos seus mais variados quadrantes, desde particulares até associações, do Rancho Folclórico e bandas filarmónicas, da ACE-Escola de Artes do Espetáculo e também do INAC-Instituto Nacional das Artes do Circo.

A peça contou com mais de 300 intérpretes numa peça única para Vale de Cambra e que une o teatro, o circo, a dança, o vídeo, a música e o canto nas instalações do antigo espaço industrial.

A maior fábrica de Laticínios da Península Ibérica, Martins & Rebello

“Estamos certos de que depois desta noite, Vale de Cambra não será mais a mesma, não fosse a Martins & Rebello ter uma simbologia tão grande para gerações e gerações de Valecambrenses, e até, de municípios vizinhos.

O espetáculo celebra a região, a sua identidade, a memória coletiva das suas gentes, o pulsar da sua vida cívica e a alegria da sua vivência em comunidade, levando o público numa viagem pela Martins & Rebello, espaço emblemático de Vale de Cambra”, adiantou o Município Cambrense.

Para António Capelo “a fábrica é o ponto de partida, o caminho, a viagem no espaço e no tempo, a memória que dela se retém, quer do trabalho quer da vivência quotidiana. Olhar hoje o seu esqueleto faz sobressaltar em nós a inquietação vivida pelos nossos avós, e perceber o desejo de sermos matéria que se fez do mesmo sangue e do mesmo suor”.

O espaço além de produtos de gastronomia local, acolheu danças e canções que tinham como objetivo evocar os antigos agrários da região.

Fotos:MVC