30 de abril marca o dia da celebração do Associativismo Jovem, um dia de festa para todos quantos se dedicam a esta que é uma escola de cidadania, participação e valores.

Quanto mais participamos maior é a vontade de nos envolvermos, por isso, depois de dar o primeiro passo não há limites para aquele que é o envolvimento e a intervenção ativa dos jovens nas suas comunidades. O associativismo é um desafio que nos excede e transcende porque tem o poder de alavancar os nossos maiores sonhos. É através dele que criamos um espaço de intervenção cívica que contraria o individualismo, o comodismo e o egoísmo. No associativismo somos todos iguais, sem distinção de classes ou condições económicas, de género, raça ou qualquer outra. Este é um movimento de todos e para todos.

É neste contexto que a cidadania, um dos maiores pilares da democracia, se revela como um fator fundamental para a garantia de uma sociedade democrática, justa e livre, assumindo-se como um constante exercício de participação e envolvimento direto em todas as áreas da vida pública.

Chegamos a um momento em que todas e todos somos chamados a colaborar ativamente na construção de novas soluções de cidadania e, por isso, urge que sejamos capazes de contrair a realidade atual que nos quer engolir no seu marasmo de apatia e passividade, assumindo o nosso papel enquanto membros de um coletivo e não deixando para o outro uma responsabilidade que também é nossa.

Respeitar o outro, com as suas diferenças e as suas ideias, e viver num exercício constante de equilíbrio entre a nossa vontade e a vontade dos outros é uma das possíveis definições daquilo que significa viver o associativismo juvenil.

O movimento associativo tem uma magia e, ao mesmo tempo, uma simplicidade tão própria que chega a ser desconcertante por se tratar de um conjunto de jovens que, de forma voluntária, usa o seu talento, empenho e capacidade criativa na promoção de uma participação cívica ativa, assente na defesa da democracia, da justiça social, do respeito e da busca pela mudança e transformação social. Tudo isto com um cariz altruísta e abnegado.

Sabemos que existem vários graus de participação e intervenção cívica no que aos jovens diz respeito, mas é no associativismo que aprendemos a ver o impacto direto que as nossas ações têm em quem nos rodeia, que reforçamos a importância da ação individual no coletivo e que lutamos, em conjunto, por uma transformação da sociedade com efeitos benéficos para todos.

Aos jovens, em particular, cabe o papel de, através do associativismo, procurar informação – real, comprovada e vinda de fontes seguras, de se inteirarem sobre o que acontece à sua volta, de questionarem, de opinarem, de proporem novas ações e de se envolverem na sua construção, execução e avaliação. Ao poder central e local cabe o dever de apoiar os jovens e as suas organizações, de os chamar a participar, de comunicar com eles, de forma próxima e verdadeira, clara e objetiva; de criar oportunidades para a sua participação, de os auscultar, conhecer as suas necessidades e interesses; de os envolver nos processos de tomada de decisão e, sobretudo, na implementação e avaliação dos mesmos, garantindo a sua adequação à realidade e uma maior justiça social.

É necessário mantermos o apoio e reforçarmos a proximidade para com as associações juvenis para que os jovens que as compõem possam agir, contribuindo para o desenvolvimento local sustentado, com respostas ajustadas às necessidades e potencialidades de cada jovem e de cada comunidade.

O associativismo juvenil é idealismo e utopia, é entusiamo e (in)satisfação, é irreverência e compromisso, é convívio e amizade, empreendedorismo e inovação. É viver em unidade com a certeza da existência de mundos plurais, repletos de valores e princípios, assente no respeito, na justiça e na tolerância.

A geração jovem tem vontade e tem ideias, quer ser parte da solução e ajudar a construir um mundo melhor, mais justo e inclusivo.

Contem sempre com o associativismo jovem para mudar o mundo!