O artigo de hoje foi escolhido não só porque estamos com dias mais compridos e temperaturas mais elevadas, mas pela sua importância nas consequências laborais, pessoais e sociais.

A luz influencia de forma incisiva a nossa vida, pois é através dela, que regulamos o dia e a noite, dando vitalidade ou ativando o sono.

Você sabe quais são as consequências da luz solar e luz artificial?

Embora a luz de LED tenha sido criada para favorecer na economia energética, um estudo publicado no periódico científico Science Advances, relatou que o excesso de luz noturna, pode confundir nosso ritmo circadiano (relógio biológico interno), desencadeando Patologias e despertando em vários locais do mundo a enfatização nas pesquisas direcionadas para a iluminação e o ambiente que se vive.

O físico Christopher Kyba, do Centro Alemão de Pesquisa de Geociências, declarou “…iluminamos coisas que não iluminávamos antes, como uma ciclovia em um parque ou uma estrada que leva aos arredores da cidade. Todos esses novos usos da luz compensam até certo ponto, as economias que tivemos.”

Percebemos então, que o problema não é a luz de LED em si, mas o aumento crescente de instalações com iluminação artificial, ou seja, nosso corpo reage conforme a natureza, clima, Sol ou Lua, e nesse caso, trás descompensações a médio prazo.

Portanto, o número de horas que ficamos expostos as luzes brancas ou amarelas, é sem dúvida um ponto pertinente a determinados diagnósticos.

Por exemplo, no setor profissional a síndrome de Burnout está associada a um estado de grande cansaço físico, mental e emocional, e que pode ser exacerbada conforme a perceção que a luz branca nos dá por proporcionar maior contraste e alerta para execução de tarefas.

Porém, a luz amarela mesmo não sendo natural, transmite a sensação de relaxamento e maior conforto visual, por isso, torna-se mais usual em casa ou ambientes de lazer.

Na Europa, vivemos num clima com maior relevância fria, onde passamos muitos meses a receber praticamente luzes artificiais, esse fato, tem consequências psicossomáticas, com patologias ligadas à depressão e estrutura óssea.

Já a exposição solar, colabora no aumento da produção de endorfina que é considerada uma substância antidepressiva natural, promovendo a sensação de bem-estar e proporcionando equilíbrio nas emoções, além disso, a serotonina que é considerada a hormona do bom humor, é estimulada pela melatonina que é produzida durante o sono de forma mais equilibrada nas pessoas que tomam Sol pela manhã.

Em qualquer idade, o Sol é um ótimo aliado para quem precisa de Vitamina D, ressalvando o cuidado da exposição direta das 10h às 16h, horário em que há maior radiação ultravioleta, resultando muitas vezes, em queimaduras e risco de câncer de pele.

Estar atento à iluminação que recebe faz uma grande diferença para obter mais qualidade de vida.

Invista na sua luz interna e escolha melhor sua luz externa.

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