No decorrer da discussão setorial do Orçamento de Estado para 2022, o deputado Rui Vilar interpelou, na passada terça-feira, o Ministro das Obras Públicas, Pedro Nuno Santos, sobre a conclusão de projectos rodoviários, em dois concelhos da região: Arouca e Castelo de Paiva.

Eleito pelo distrito de Aveiro, este deputado social-democrata, falou de dois problemas urgentes: “Dos 19 concelhos do distrito, estes são os únicos dois que não possuem uma via rápida de ligação ao litoral, a uma grande cidade ou a uma auto-estrada”. 

Depois de fazer um retrospetiva histórica, centrou-se no caso da Variante Feira-Arouca,  que apesar de ter uma segunda fase em conclusão, “continua a não resolver o problema, pois ,mesmo assim,Arouca continua a não ter uma via rápida de ligação direta aos grandes centros, pois falta a terceira fase. Enquanto os arouquenses não tiverem essa fase executada, continuarão a ter que percorrer uma via com um traçado com cerca de 100 anos, traçado esse que apesar de algumas requalificações, é ainda um traçado do tempo da primeira grande guerra. Isto quando Arouca é um concelho de grande dimensão, em termos de área, pois para lhe dar um exemplo Senhor Ministro, um arouquense que resida em Alvarenga demora mais de uma hora a chegar a um Hospital Central. Não é, estou certo, desta forma, que se combate a desertificação e a sangria de população que aquele concelho sofre” – disse ainda.

Em Castelo de Paiva passa-se a mesma situação, lembrou Rui Vilar, para depois acrescentar, “temos uma Variante inacabada desde 2005, a Variante à Estrada Nacional 222, também prometida aos Paivenses há mais de 20 anos.

No caso desse concelho, há também a promessa do IC35, que vou evitar referir as malogradas circunstâncias em que foi prometido, mas que é também uma obra fundamental para o desenvolvimento daquele concelho”.

Concluindo a lembrar o Ministro (que também é natural do distrito de Aveiro) , da importância da conclusão destas obras, este deputado Arouquense, viu o governante, apesar da interpelação muito direta de para quando a sua execução, a não se vincular a qualquer compromisso,referindo, no entanto, o esforço que está a ser feito na segunda fase da variante Arouca-Feira, que liga Escariz à A32.