Por: Gláucia Souza

O artigo de hoje é para esclarecer que pessoas que necessitam recorrer a hemodiálise podem sim, ter uma vida cheia de oportunidades e vivências.

Sabemos que psicologicamente, tudo que nos restringe, de alguma forma nos incomoda, e com o tempo somatiza outras doenças.

Compreender o que se passa com nosso corpo e mente, ajuda muito nos nossos propósitos de vida.

E entre tantas outras, a hemodiálise, tem um rótulo de “fim”, mas quando conhecemos o processo, percebemos que tudo é uma questão de adaptação e disciplina.

Hemodiálise é um procedimento que realiza exatamente a função do rim, retirando as toxinas, água e sais minerais através de uma máquina.

Existem 3 tipos de terapias Renais: hemodiálise, transplante e Diálise peritoneal.

Considerada uma doença silenciosa, a insuficiência renal, não apresenta sintomas no início das complicações, mas apenas quando os rins já estão a apresentar um grau elevado de perda de função.

O tratamento é indicado quando a perda de função, equivale a menos de 10% da atividade dos rins, ou seja, para manter o equilíbrio das substâncias essenciais para o organismo, é necessário dar início ao procedimento.

A indicação para o início da hemodiálise, deverá ser feita pelo nefrologista, médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim.

Como já citei acima, a hemodiálise é executada através de uma máquina que substitui a função do rim. Nessa máquina existe um filtro, chamado dialisador (rim artificial), usado para limpar o sangue. O sangue é bombeado por meio de um cateter ou de uma fístula arteriovenosa (ligação entre uma artéria a uma veia e passa através da linha arterial do dialisador, onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha venosa.

As sessões podem ser 3, ou conforme prescrição médica, no entanto, duram em média de 4 horas, mas isto aplica-se depois de uma análise para designar o tempo, a frequência e outras necessidades que variam de acordo com o quadro clínico do paciente.

Inicialmente, o corpo ainda não estará adaptado, o que poderá causar leves dores, cãibras e queda rápida da pressão arterial (hipotensão).

Se o paciente não estiver devidamente esclarecido, poderá ter um impacto emocional e atingir os vários setores da vida, por isso, é importante que familiares e pessoas próximas, tenham o conhecimento sobre a hemodiálise, para auxiliar o paciente durante o tratamento. Além do acompanhamento profissional do psicólogo, nutricionista e da assistente social, o apoio da família torna-se fundamental para a aderência ao tratamento.

Acredite que o limite e a determinação estão em nossa mente.

Cuide de si.