Após a apresentação do livro o evento contou com um Concerto de apresentação da Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga

No passado dia 16 de abril, pelas 15h00, ocorreu no Auditório do Centro Cultural de Alvarenga, a apresentação do livro “Banda Filarmónica de Alvarenga”, da autoria de António Dias Madureira, seguida do Concerto da Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga.

O evento foi co-organizado pelo Município de Arouca, Junta de Freguesia de Alvarenga e teve o apoio da Editorial Novembro, Quinta de Anterronde Agroturismo, mpt® – mobilidade e planeamento do território, lda, Dr. Reinaldo de Noronha, Musicraft eEletroPichelaria Rufino&Sousa.

Após todos os entraves colocados pela pandemia, o professor António Madureira trouxe a público o seu testemunho e o seu trabalho relativo ao longo percurso desta coletividade, que apenas conseguiram imprimir, tal como referiram na sessão, devido ao esforço do autor, diretor, mecenas, patrocinadores e amigos. A obra foi apresentada pelo seu autor António Dias Madureira, Engenheira Paula Teles, Professor Pedro Mendes, músico da Banda, e da Dtrª. Avelina Ferraz, em representação da Editorial Novembro.

José Mendes, presidente da entidade musical, fez a abertura solene da sessão agradecendo a todos os responsáveis pelo funcionamento da mesma e aos órgãos autárquicos (Junta de Freguesia de Alvarenga e Município de Arouca), pela aquisição de Exemplares, apoio com a iluminação, gestão de som e apoio logístico. “A apresentação desta obra também não seria possível sem a dedicação, empenho e pesquisa do autor, e da antiga Direção que deu todo o suporte necessário.” José Mendes enalteceu igualmente Adriano Teles-fundador da banda- louvando o seu investimento na cultura de um povo. Deixou também uma palavra de agradecimento ao maestro, músicos e aos patrocinadores da obra e do evento.

O autor António Madureira, integrante da mesa de honra que se seguiu nas exposições, realizou uma breve apresentação da obra endereçando agradecimentos a todos os que contribuíram para a realização desta, “muitos deles já fizeram a última viagem”, referiu com emoção. Enalteceu a lembrança de duas pessoas; o senhor Costa e o alvarenguense José Luís Morais. O historiador confessou ainda não ter conseguido “fechar duas janelas na sua obra”; a primeira é se a banda nasceu na segunda metade do século XIX e se renasceu em 1902, ou se foi fundada somente em 1902. A segunda foi se Adriano Teles, em 1902, ofereceu instrumentos à banda com dinheiro do seu bolso, ou se este liderou uma comissão que arranjou fundos e com esses comprou os instrumentos.

A engenheira Paula Teles, autora do prefácio da obra, também integrante da mesa de honra, e proprietária da empresa m.p.t, confessou ter um carinho muito grande pela instituição porque já havia sido integrante da mesma na sua juventude. “Das coisas mais difíceis da vida, além de ter um filho, é escrever um livro”, salientou a alvarenguense, dirigindo palavras de apoio ao autor pelo tempo dedicado à obra e à promoção do património. “Somos sempre resultado de um património cultural.

PT endereçou igualmente palavras de louvor a Adriano Teles, fundador da Banda, habitante de Alvarenga e também empreendedor que criou a marca brasileira e tantas outras.

Por sua vez, Pedro Mendes músico e coordenador da escola de música, e antigo dirigente desta filarmónica, fez questão de demonstrar perante o público presente a sua paixão pela música, dizendo que “a banda é um organismo vivo, nasceu, cresceu, sofreu metamorfoses e sobreviveu.”  O músico fez reiterou também que a Banda de Alvarenga é imortal acrescentando, “o músico nunca esquece o seu maestro e vice-versa. A Banda é uma escola cívica, todos os que passam pela Banda vão mais preparados para conseguirem trabalhar em grupo”.

A CEO da Editorial Novembro, tamém convidada da sessão de apresentação, e responsável pelo tratamento gráfico, processo burocrático e impressão da obra parabenizou alvarenga e os alvarenguenses pelo entusiamo que demonstram nas atividades de divulgação do seu património referindo que “a cultura é um pilar, é a identidade, é a memória, e é nosso dever promover e divulgá-la, e Alvarenga tem gentes capazes.”

De seguida e quase a chegar ao final da sessão o presidente da Junta de Freguesia de Alvarenga Luís Filipe Teles agradeceu a todos, e em particular ao professor Madureira e aos músicos, em nome de todos os alvarenguenses. Cláudia Oliveira vereadora do pelouro da cultura e em representação do Município e da edil Margarida Belém, felicitou a Filarmónica pelo seu tempo de existência, dirigiu agradecimentos ao autor por deixar este legado aos alvarenguenses e desejou que a Filarmónica “seja imortal”.

A fechar a sessão tomou a palavra Carlos Soares, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga referindo a importância que a música tem tido para si ao longo de quase 43 anos. De seguida ocorreu o concerto de apresentação executado pela Banda.

Texto: Ana Castro

Fotos: José Roldão