No âmbito da reunião de Câmara Municipal de Arouca, que decorreu em 19 de abril de 2022, um dos assuntos da ordem de trabalhos submetidos a discussão e votação consistia no Documento de Prestação de Contas, referente ao ano de 2021. Neste ponto em particular, os vereadores do PSD Arouca, Vítor Carvalho, Célia Alves e Helena Rodrigues, eleitos pela Coligação “Agora os Arouquenses”, decidiram-se pela abstenção, sentido de voto esse que foi sustentado numa declaração de voto. 

Esta opção deve-se, segundo a Comissão Política do PSD, “ao facto de o documento não refletir nem corresponder, de forma alguma, as preocupações e opções defendidas pelos vereadores, no superior interesse do Município, aquando da apresentação e votação das Grandes Opções do Plano (GOPs 2021-23), e do Orçamento para 2021. Acresce que, da análise do mesmo, se constata uma realidade, suportada por inúmeras evidências, a que os vereadores do PSD Arouca eleitos pela coligação “Agora os Arouquenses” não ficaram indiferentes, deixando numa declaração de voto preocupações e críticas que acompanhamos e subscrevemos”.

Assim, para o PSD Arouca, e os seus eleitos no executivo camarário uma das notas negativas é a fraca execução em termos de investimentos, tendo referido que, “é lamentável que a Câmara continue a gastar muito mais em despesas correntes do que em criação de riqueza, no fundo em investimentos reprodutivos.”

Os Vereadores e o PSD Arouca tinham, inclusive, antecipado esta possibilidade aquando da votação do Orçamento e das GOPs, tendo, sobre este assunto, a Comissão Política do PSD referido, em comunicado, que, “não era de estranhar que apenas tenham sido executados 87% do previsto ao nível da receita e 76% ao nível da despesa.” Tal como foi então dito, e que consta de uma declaração de voto específica, esses documentos eram, para a vereação, irrealistas ao ponto do orçamento estar claramente inflacionado.

O PSD Arouca reforça e subscreve aquela que é também uma das principais conclusões retiradas da análise das contas de 2021, consagrada na referida declaração de voto, “se não há investimento, não se gera riqueza; se o Município não consegue gerar riqueza per si e ter mais receitas próprias, torna-se cada vez mais dependente de impostos, taxas e fundos comunitários, conforme a própria Presidente de Câmara reconheceu, nas conclusões do documento: “sendo o financiamento próprio muito reduzido, parte significativa do investimento municipal, principalmente aquela que requer recursos mais avultados, só pode realizar-se quando for suscetível de cofinanciamento comunitário ou de qualquer outra comparticipação nacional”. Desta forma, sem gerar riqueza e receitas próprias, há menos condições para realizar obras necessárias para o desenvolvimento do Município, nomeadamente para responder a necessidades fundamentais dos arouquenses”, reforçaram.

O PSD Arouca, juntamente com a coligação “Agora os Arouquenses”, apresentaram um programa eleitoral e uma equipa renovada, nas últimas eleições autárquicas, de 2021, fatores que segundo os mesmos não os fazem desistir, “os resultados foram claros no reforço da votação no projeto protagonizado pela coligação e, com isso, maior responsabilidade no seu papel enquanto oposição a este executivo. Não nos demitiremos disso!”.

Os mesmo reafirmaram que, “este Relatório de Contas e as suas conclusões reforçam a convicção da importância do nosso projeto alternativo, da mais-valia do nosso programa eleitoral apresentado em 2021, em contraponto a ação de uma Câmara socialista que continua a não resolver os problemas e a hipotecar o desenvolvimento do concelho.”