Num contexto de abranger cada vez mais o autoconhecimento e perceber a conexão somatória do nosso corpo com as nossas emoções, resolvi escrever sobre a saudade.

Todos já experienciamos em algum momento da vida, esse sentimento complexo, profundo e intenso.

Quando o assunto é ausência, finalização ou pensar que não veremos mais quem amamos, o vazio torna-se inexplicável e rapidamente somos invadidos por pensamentos que nos remetem a momentos vividos ou ainda por viver….

Sim!!!! Há pessoas que sentem saudade do que não viveram, simplesmente por imaginar como seria, e isso, apesar de impercetível para algumas pessoas, é mais comum do que possamos pensar.

Especialistas relatam que quando sofremos pela ausência de algo ou “alguém”, a dor atinge patamares diferentes, o chamado luto.

Porém, tem de se levar em conta que essa situação específica da perda de um ente querido não representa todas as formas de sentir saudades, pois ela segue por fases diferentes, desde a mais superficial a mais profunda, sendo relevante perceber o motivo que a representa.

O fato é que diariamente sentimos falta de algo, e talvez seja essa a explicação, para continuarmos a querer encontrar o que completará o nosso interior.

O cérebro responde conforme a fusão de sentimentos que vivenciamos durante toda a vida.

Sendo assim, é evidente que o nosso corpo e mente de alguma maneira, reagem juntos, gerando uma explosão hormonal no nosso metabolismo.

O nosso corpo tem ação e reação à presença ou ausência, desencadeando sensações e consequentemente memórias, tornando-se um vício quando “achamos” que para sermos felizes, temos que ter “quem ou o quê”; caso contrário, o fortalecimento resultante da saudade, acontece.

Alguns dos sintomas característicos quando nos sentimos saudosos, são alterações de humor, tristeza, apatia, atos repetitivos, insónia e alteração alimentar…

Compreender que a saudade deve ter a sua devida atenção, é saber que temos que respeitar o que vivemos, e garantir a continuidade de novas descobertas.

Cuide de Si.