Teve início em plena Grande Guerra, para incentivar a produzir alimentos, sobretudo cereais, numa agricultura de subsistência.

Os grandes objetivos, como se sabe, foram conseguidos em poucos anos. Tornou-se uma iniciativa pioneira e, para muitos, considerada em Arouca, a mais importante do século XX.

Atualmente todos sabem como se encontram os campos. A escassez de alimentos ameaça de novo o país, inclusive a falta de milho, que Arouca chegou a produzir para gastar e vender.

Relançar a Feira das Colheitas, neste momento, só pode ter o mesmo objetivo. Os tempos são outros, as coisas mudaram, dum modo geral para melhor, mas é preciso apoiar quem ainda é capaz de produzir. Não se come cimento nem se vive só de turismo, passadiços e ciclovias. A Câmara de Arouca sabe-o bem. Chegou o momento de apostar em coisas diferentes. Inclusive reanimar velhas tradições, quase esquecidas nestes tempos difíceis.

Isto num país onde a seca agora serve para desculpa de tudo, mas o abandono e a falta de planeamento estão à vista.

A.B.