“Antes que o amanhã se vista de fogo” é o novo livro da arouquense Cátia Cardoso, e foi apresentado no passado domingo, Dia Mundial da Poesia, na Sede da União de Freguesias de Canelas e Espiunca.

A sala, na terra natal da autora, encheu-se para ouvir e falar de poesia. Uma iniciativa que deu também início à programação do projeto “Arouca a Ler Mais”, com atividades culturais diversificadas até final do mês de abril. Associou-se ao evento a Presidente da Câmara de Arouca, Margarida Belém e o Presidente da União de Freguesia Hermenegildo Moreira.

A edil arouquense, na sua breve alocução, deixou palavras de apreço à autora, “pessoa dinâmica” com intervenção em diferentes domínios da vida social, assumindo também o gosto e privilégio em estar presente naquela iniciativa. Enquanto isso Hermenegildo de Pinho Moreira mostrou-se grato à Cátia, “uma filha da terra”, e, na oportunidade, realçou a importância dos jovens na firmação de princípios e valores inerentes à sua comunidade.

A apresentação da obra esteve a cargo de Sónia Pinho, autarca naquela freguesia. Depois de algumas notas biográficas, onde deu especial ênfase à faceta profissional, enquanto jornalista (colabora também com o DD), e formação académica (concluiu em 2020 o mestrado em Cinema, na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior), falou de uma Cátia enquanto “jovem mulher repleta de novas vivências e experiências enriquecedoras”, que se evidencia nesta obra.

Sónia Pinho, que recordou também outras obras publicadas pela jovem autora, agradeceu à autora pela sua ousadia, “porque ficaremos certamente mais saudáveis, mais criativos, mais compreensivos e muito mais felizes com as tuas palavras… com os teus poemas. Escreves porque tens esse dom; escreves porque tens esse prazer e escreves e publicas porque acreditas que quem te lê, se melhora a si mesmo. Sentimos um imenso orgulho em seres «nossa», em quereres sempre regressar à aldeia, a que chamas casa”.

Cátia Cardoso, depois de explicar o contexto da obra e o processo de publicação, lembrou que para si este se constitui também “um processo de libertação, porque ele passa para os leitores”. Após referir a importância da leitura “enquanto ferramenta de pensamento”, realçou também a capacidade de questionamento e de análise que a poesia permite, isto para além da sua liberdade interpretativa.

OPB. Fotos: B. de Arouca