Por Gláucia Souza

O vício sempre terá uma linha ténue entre o experimentar e descontrolar.

No artigo de hoje quero enfatizar que o medo de admitir que tem um vício, ou que uma pessoa próxima tenha, é difícil, porém, é a única e primeira atitude para encontrar um caminho para recuperar-se, ou seja, a busca por um especialista é muito importante, pois além dos fatores externos, sabe-se que a genética tem muita influência na herança dos vícios.

Alguns problemas emocionais como ansiedade, angústia e insegurança podem ser grandes desencadeadores para uma pessoa começar a ter um vício, podemos citar como exemplo a bebida alcoólica.

Comummente a liberação por lei, em termos gerais, o fácil acesso, aumenta a chance da dependência.  

Infelizmente, jovens ou mesmo adultos, para integrarem-se socialmente num grupo, buscam os efeitos do álcool, já que resultam na descontração ou euforia.

Outra forma mais atual e também legal, é a tecnológica, onde muitas pessoas tornaram os seus telemóveis, jogos virtuais, redes sociais, a extensão do seu corpo.

Tanto que em 2018, a Organização Mundial da Saúde incluiu o vício em videogame na sua lista oficial de doenças, o que gerou polémica entre especialistas, pois alguns acharam uma decisão radical.

Entretanto, um estudo realizado pela Universidade Estadual de São Francisco, na Califórnia (EUA), constatou que o vício em smartphones, por exemplo, faz conexões neurológicas parecidas com as de viciados em opiáceos.

Há pessoas que ficam mais de 15 horas por dia na Internet, segundo a empresa de marketing Digital Clarity, uma preocupação impossível de não ser enfatizada.

Já o cigarro, sempre será uma renúncia individual, pois a OMS, relatou que a estimativa, é que

1 em cada 5 pessoas no mundo fuma cigarro, e essa dependência, que mata 7 milhões de pessoas por ano, é um dos vícios mais comuns do mundo, e mesmo sendo legalizado, o cigarro é uma droga que causa diversas doenças.

Na questão alimentar, a compulsividade também é considerada vício, desencadeada por um transtorno, de acordo com a OMS.

Um dos sinais do transtorno de compulsão alimentar periódica, é comer rapidamente, grandes quantidades ultrapassando muitas vezes o limite que seria suposto aguentar.

O vício traz consigo desequilíbrio emocional, portanto, é difícil de ser ultrapassado sozinho.

Entre muitos outros vícios, posso destacar as drogas ilícitas, o trabalho, jogos de casinos, pornografia, sexo, medicamentos, entre outros, que obviamente trazem consigo, a descompensação psicológica, física ou neurológica, portanto, através do historial de vida de cada viciado, é possível conseguir reverter o quadro, dependendo da fase que o mesmo se encontra.

Cuide de Si.