Associação pretende, no pós-pandemia incentivar iniciativas e projetos que estimulem o investimento nos fatores de competitividade da economia local

A 7 de março de 2022, reuniu a Assembleia Geral da AECA na sua sede em Arouca, para apreciação e deliberação do Relatório de Contas relativo ao exercício de 2021 e apreciação do Plano de Atividades e Orçamento relativo ao ano de 2022.

A Presidente da Assembleia Geral, Dora Fernandes, presidiu e orientou os trabalhos.

Alfredo Martins, Vice-Presidente da Assembleia Geral, e responsável pelas contas da Associação apresentou o Relatório e Contas de 2021. Carlos Brandão, Presidente da Direção da AECA, resumiu as atividades desenvolvidas pela Associação durante o ano findo. As contas foram submetidas a votação e aprovadas por unanimidade.

O Presidente da Direção da AECA apresentou o Plano de Atividades para 2022, contemplando as diversas atividades e ações de cooperação empresarial e territorial, dando destaque aos serviços prestados aos associados.

A Direção da AECA perspetiva que 2022 seja um ano de recuperação económica, pese embora as sombras que a guerra da Ucrânia está a criar; “Se a guerra se prolongar serão necessárias novas medidas de apoio às empresas e aos seus trabalhadores por forma a fazerem face ao aumento galopante dos custos básicos, nomeadamente dos preços dos combustíveis e da energia”, referiram.

Neste contexto, as grandes opções da Associação, para o Plano de Atividades da AECA, num período que se deseja de pós-pandemia, estão centradas fundamentalmente em preparar e apoiar o relançamento da economia, com iniciativas e projetos que estimulem o investimento nos fatores de competitividade da economia regional.

Desta forma a AECA integrará programas de apoio/estimulo à iniciativa empresarial, que se enquadrem nos objetivos e prioridades definidas para o novo quadro comunitário de apoio e projetos de apoio à economia e formação.

Com um orçamento que ronda os 400 mil euros, a mesma apresentou um Plano de Atividades que foi aprovado por unanimidade.

Uma parte significativa do orçamento destina-se às áreas da formação e consultoria, com projetos direcionados para as PME’s dos setores do comércio, indústria e serviços em parceria com a AEP (Associação Empresarial de Portugal) e para o setor do turismo, em parceria com a CTP (Confederação de Turismo de Portugal), sendo uma ferramenta para potenciar a economia digital e capitalizar – otimização de recursos financeiros.

Destaca-se ainda a continuidade do projeto SIAC – Master Export, no âmbito da internacionalização das PME’s, direcionado para os setores da Metalomecânica e do Habitat, criando novos canais de exportação para estas fileiras (Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Polónia)..

Dadas as preocupações manifestadas por alguns associados presentes, foram lançadas algumas ideias por outros presentes no sentido de serem analisadas medidas conjuntas relativas à compra de energia em grupo, fazendo baixar os seus preços. Foi constituída uma equipa para estudar este assunto e para apresentar brevemente conclusões sobre a mesma.

Na sua intervenção, o Presidente da Direção da AECA, salientou que a associação empresarial já manifestou o interesse junto dos Municípios para trabalhar a ajuda à eventual integração de refugiados Ucranianos, criando uma bolsa de oportunidades junto dos associados e das profissões possíveis de serem integrados. Cada Município tem a sua estratégia que no fundo converge para o levantamento e arranjo de casas devolutas existentes e passíveis de serem habitadas, a breve trecho para esse mesmo efeito.  “A AECA ajudará, sempre que possível, com a sua integração laboral.”

Terminando, no que respeita aos Municípios de Arouca e Vale de Cambra, Carlos Brandão proferiu que a AECA “continuará a conjugar esforços e dará continuidade às atividades conjuntas, promovidas no âmbito das políticas dinâmicas de desenvolvimento da região.”