No passado dia 2 de março, a Universidade de Aveiro acolheu na sua mesa redonda uma sessão sobre “Novas Metodologias para Diagnosticar a Doença de Alzheimer”. As tecnologias emergentes de diagnóstico do Alzheimer estiveram em destaque neste encontro de investigadores da Universidade de Aveiro.

O tema já referido, “Novas metodologias para diagnosticar a doença de Alzheimer a partir do sangue”, foi apresentado neste encontro, no âmbito da Cátedra Ilídio Pinho em Neurociências, da Universidade de Aveiro.

O reitor da Universidade de Aveiro Paulo Jorge Ferreira realizou o discurso de abertura da sessão.

Participaram no encontro Odete da Cruz e Silva do Departamento de Ciências Médicas, Jens Wiltfang, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do centro médico e universitário de Gottingen, e ainda o responsável pela Cátedra Ilídio Pinho na Universidade de Aveiro. Ilídio Pinho foi também professor honoris causa desta instituição e membro do conselho de fundadores e financiadores da Cátedra, tendo realizado o discurso de encerramento da conferência.

O empresário, natural de Vale de Cambra, reforçou a importância de combater a doença de Alzheimer que, segundo o mesmo, faz com que se perca qualidade de vida, além de afetar o futuro da nossa sociedade e todos aqueles que rodeiam a pessoa doente. O octogenário salientou também que o Alzheimer provoca a deterioração “global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas e que afeta a memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento…”

Ilídio Pinho reforçou que a Fundação que criou tem contribuído para o desenvolvimento da ciência, para a valorização humana e para a estimulação do cérebro e da Sociedade (sendo estas duas últimas atividades essenciais para a mesma). Referiu sentir-se orgulhoso por pertencer à Universidade de Aveiro e por contribuir para a prevenção, a nível global, das doenças de Alzheimer e de Parkinson.

O valecambrense finalizou afirmando que é na luta contra o sofrimento Humano que devemos centrar os esforços, para inverter as tendências que apontam para um futuro problemático nesta área.

Na mesa redonda da sessão estiveram ainda o coordenador da consulta da memória no Centro Hospitalar de entre Douro e Vouga (CHEV), e uma neurologista do centro hospitalar Gaia/Espinho.

O encontro realizou-se no auditório Renato Araújo, no edifício da Reitoria.

De relembrar que, no ano de 2020, a Fundação Ilídio Pinho atribuiu 365 mil euros à Cátedra Ilídio Pinho em Neurociências da Universidade de Aveiro, de modo a financiar a investigação das doenças de Parkinson e de Alzheimer.

Foto: Ilídio Pinho Universidade de Aveiro