Poderá não ser só o facto das soluções arquitetónicas que visam uma maior mobilidade, sobretudo pedonal, que têm um efeito perverso; é, grandemente, a falta de civismo que impera. O que se passa com o estacionamento em algumas ruas de vila de Arouca dá que pensar sobre estas duas temáticas.

O assunto, nomeadamente o que ocorre na Alameda D. Domingos de Pinho, tem sido abordado nas colunas deste jornal. Num dos apontamentos aferimos que “o estacionamento na vila, ou a falta dele, está a causar um crescente mal-estar entre os condutores de veículos, levando-os muitas vezes a socorrer-se de todos os meios possíveis, inclusive a infringir regras básicas de cidadania, como estacionar em cima dos passeios ou em segunda fila.

Com as requalificações dos últimos anos, o aperto de ruas e o aumento de veículos, a situação por vezes torna-se insuportável. Mau para todos: peões, comerciantes, moradores e até para quem nos visita”.

Nos últimos dias, nas redes socias, com fotos a preceito, têm sido em número considerável as denúncias, com especial enfoque na renovada Rua Eça de Queirós. Trata-se de um arruamento muito movimentado, dado que aí estão localizados vários estabelecimentos comercias

A foto que reproduzimos, de PAM, colocada na sua página na rede Facebook, com o título “E é isto…investimentos em passeios largos para os peões é o que dá…estacionamentos!!!!!!”, mereceu comentários de diferente natureza colocando em causa não só a planeamento urbanístico como a falta de educação, com reparos à falta de fiscalização das autoridades. “E os peões têm que caminhar no meio da rua. Um escândalo”, refere um do posts enquanto outro alude: “Está visto que estas medidas urbanas em centros de pequena dimensão mal estruturada é o que dá….”