No passado dia 19 de fevereiro de 2022, em uma reunião de Secção do PSD de Vale de Cambra, a Comissão Política de Secção (CPS) expôs um, alegado, conjunto de comportamentos dos militantes João Carvalho e Silva, Rosária Tavares e Daniel Barbosa, que segundo a mesma entidade configuram um quadro de “total subversão dos princípios estatutários definidos, nomeadamente, comportamentos de total desrespeito, deslealdade, violação de princípios de boa-fé e, não menos importante, de violação dos estatutos do Partido Social Democrata.”

Segundo a CPS os estatutos desrespeitados foram:

Artigo 7º (Deveres dos Militantes):

Ponto 1. “f) Ser leal ao Programa, Estatutos e diretrizes do Partido, bem como aos seus Regulamentos;”

Ponto 2. “Os Deputados e os eleitos em listas do Partido para as Assembleias das Autarquias comprometem-se a conformar os seus votos no sentido decidido pelo Grupo que integram, de acordo com as orientações políticas gerais fixadas pela Comissão Política competente, salvo prévia autorização de dispensa de disciplina de voto, por reserva de consciência, nos termos do Regulamento desse Grupo.”

Artigo 56º (Competência):

o Ponto 2. “Compete à Comissão Política de Secção: a) Estabelecer os objetivos, os critérios e as formas de atuação do Partido tendo em conta a estratégia política aprovada nos órgãos de escalão superior e na Assembleia de Secção e definir a posição do Partido perante os problemas concretos do respetivo âmbito;”.

Devido à gravidade do exposto, a Assembleia de Secção do PSD deliberou, por maioria (apenas 1 voto contra), aprovar a proposta da Comissão Política de Secção, de retirar a confiança Política aos militantes: -João Carvalho da Silva (na Assembleia Municipal de Vale de Cambra), -Rosária Tavares (na Assembleia Municipal de Vale de Cambra e na Assembleia de Freguesia de Macieira de Cambra) e de -Daniel Barbosa (na Assembleia Municipal de Vale de Cambra).

Na sequência dos factos anteriormente apresentados, João Carvalho e Silva, Rosária Tavares e Daniel Barbosa exerceram o seu direito de resposta ao enviar para o nosso órgão de comunicação um comunicado, no passado dia 2 de março.

“Impõe o superior interesse do PPD/PSD que não procedamos à discussão pública de assuntos internos do partido. No entanto, para reposição da verdade e do bom nome dos autarcas signatários, cumpre consignar que é absolutamente falso que em algum momento ou circunstância estes tiveram atitudes ou tomadas de posição que possam ter violado os estatutos do PSD, os valores da social-democracia ou qualquer princípio ético que deva nortear a atividade política, pelo que tais acusações se mostram desprovidas de qualquer fundamento ou fundo de verdade.

Somos autarcas eleitos pelas listas do PPD/PSD e a nossa legitimidade advém do voto dos eleitores cambrenses, pelo que honraremos a confiança que nos foi depositada ao longo de todo o ciclo autárquico para o qual fomos eleitos.”

Os mesmo frisaram igualmente que irão continuar a exercer os cargos para os quais foram eleitos “na estrita defesa dos interesses da nossa terra, das nossas gentes e na prossecução de uma política autárquica que promova o desenvolvimento de todo o concelho de Vale de Cambra de acordo com o ideário social-democrata do partido que militamos.

Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.”, concluíram.