A Coordenação Concelhia da CDU em Arouca

Realizou-se, no passado dia 12 de fevereiro, a inauguração da Ecovia do Arda, mais precisamente, dos primeiros seis quilómetros, entre a Vila e Várzea, ficando os restantes cinco (de Várzea a Tropeço) em carteira para segunda inauguração.

Trata-se de uma obra anunciada em 2016,  com arranque previsto para 2017 e conclusão para 2018, inserindo-se numa tradição que se parece consolidar em Arouca, de fazer estender no tempo as obras, desde o(s) seu(s) anúncio(s) até à entrada em funcionamento do equipamento em causa. O melhor exemplo é a sempre eterna conclusão da variante.

A Ecovia do Arda corresponde a uma ideia interessante, que poderá servir de mote para a limpeza e recuperação do rio Arda, da sua água, do seu leito, das suas margens, de todo o seu ecossistema, aliando isso à criação de um espaço de lazer e bem-estar. Se para a limpeza e recuperação do rio esta obra servir, só por isso terá valido a pena a sua construção.

Contudo, a opção por “passadiços” em detrimento do trilho e caminho de natureza, além de elevar significativamente os custos de construção e manutenção deste equipamento público, introduz um elemento estranho e desnecessário ao espaço que supostamente deveria valorizar.   

Sendo boa a ideia, o objeto resultante é um bom exemplo a não seguir.