A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, procedeu à entrega de 40 bolsas de estudo a alunos que frequentam o ensino superior, num investimento autárquico que ascende aos 25 mil euros, garantindo que este foi “um estímulo para a capacitação e valorização das competências académicas dos jovens, em Arouca”. A cerimónia decorreu no Salão Nobre do edifício dos Paços do Concelho, na passada sexta-feira, dia 4 de fevereiro.

São 40 os alunos arouquenses que, durante este ano letivo, podem contar com apoio monetário do Município de Arouca para o financiamento dos seus estudos académicos. A nova edição do programa de Bolsas de Estudo do Ensino Superior contempla o apoio a 15 novos estudantes e 25 renovações, num investimento global de 25.200 euros.

Este é um “momento significativo, que revela a importância que o Município dá à Educação, um pilar estruturante na política delineada pelo atual executivo”. Dirigindo-se a uma plateia composta por jovens bolseiros, Margarida Belém reforçou que este programa de índole social tem como objetivo “tentar ajudar a suportar as despesas do vosso percurso escolar e minimizar, de algum modo, o esforço dos vossos pais neste momento tão importante da vossa vida”. Para a autarca, “o investimento mais eficaz é, efetivamente, o que é feito junto das pessoas, por forma a garantir que todos têm acesso ao Ensino Superior e seguem os seus sonhos”. Para o futuro, expressa o desejo de que os jovens, quando completarem a sua formação académica, possam regressar a Arouca e investir neste território, com os seus projetos e as suas ambições. “É esse o retorno esperado”, remata.

Destinada a estudantes universitários residentes no concelho há pelo menos três anos, este programa anual prevê a atribuição de bolsas, com valor mensal até 125 euros – consoante o rendimento do agregado familiar –, durante um período de 10 meses, que corresponde à duração do ano letivo.

Presente na sessão, a fisioterapeuta e antiga beneficiária de uma bolsa de estudo camarária, Joana Duarte, recordou os encargos financeiros associados à formação superior: “Quando vamos para a Universidade, não há só propinas para pagar. Há fotocópias, comida, alojamento, e outros gastos. Todos estes apoios são uma excelente ajuda e, se temos a sorte de ter um Município que nos apoia, é de enaltecer”. Desde a Covilhã, juntou-se à conversa, em videochamada, outro antigo bolseiro. Paulo Castro, médico interno de formação geral no Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, começou por deixar uma mensagem de esperança aos que agora começam o seu percurso académico, afirmando que estas bolsas de estudo devem “funcionar como um estímulo para atingir os objetivos propostos, mesmo que estes pareçam muito difíceis de alcançar”. “Devemos olhar para a Câmara Municipal como uma instituição que está lá para os jovens e que os ajuda a tornar os sonhos em realidade. Respirarem fundo e pesquisem, pois, há muitas instituições que nos querem ajudar”, rematou.

Através deste apoio a estudantes do ensino superior, estabelecido desde 1997, a Câmara Municipal tem vindo a auxiliar na formação qualificada de jovens provenientes de famílias com comprovadas carências económicas procurando, deste modo, motivar a população jovem do concelho a prosseguir os estudos para além da formação de nível secundário.

CMA