Não está fácil uma solução para a Feira de Cabeçais. O jogo de empurra, entre a Câmara e a Junta de Freguesia, arrasta-se há demasiado tempo e voltou a ser assunto na reunião do Executivo, realizada no passado dia 7 de dezembro, precisamente em Fermedo.

A iniciativa foi do Vereador do PSD, Vítor Carvalho, que, depois de recordar as várias intervenções (referiu que foram mais de meia dúzia de vezes ao longo de vários anos), na defesa e na necessidade premente de resolver a situação, interpelou a Presidente da Câmara, Margarida Belém, sobre a resolução da incomum situação, aduzindo o facto de “nas Grandes Opções do Plano, tem previsão para 2023/2024 (daqui a 2/3 anos)”.

Em resposta a edil lembrou que a “feira de Cabeçais é da competência da Junta de Freguesia e que se fosse da responsabilidade da Câmara ela não se realizaria na Estrada Nacional”, adiantando também que “a Câmara já informou o senhor Presidente da Junta de Freguesia que está a tentar negociar a aquisição de terreno que permita a localização da feira em melhores condições, e que está disponível para ajudar a encontrar soluções melhorar as condições de realização da feira enquanto não for possível outra solução”.

Uma feira num local inusitado

Os feirantes para além de ocuparem as duas bermas invadem uma parte significativa do alcatrão prejudicando a circulação automóvel constituindo perigo para si, para os clientes e para os transeuntes. As próprias fotos registam um pouco disso mesmo.

Para além da feira dos treze (mensal) há ainda naquele local a realização da Feira das Debulhas (que acontece em 13 de julho) e cuja designação nos reporta aos grandes trabalhos das ceifas dos cereais, nomeadamente o centeio, a cevada e a aveia, tão consumidos em épocas passadas. Trata-se de um evento muito antigo, possivelmente anterior à data da atribuição do foral de Fermedo e que deve ter contribuído para essa mesma atribuição por D. Afonso. Fotos: Arquivo.