Por Rosa Morais

Estamos no início do 1º mês do novo ano, daí desejo a toda a gente UM BOM ANO 2022. É bem necessário e desejável que o novo ano, que estamos a iniciar, seja melhor que os dois últimos anos (2020 e 2021), que foram fortemente marcados por uma pandemia a nível mundial que deixou atrás de si um impensável rasto de: mortes, doença com sequelas físicas e mentais, miséria, fome, angústia, desemprego, etc.

Vou iniciar este 2022 com a preocupação do aumento da escassez da água, razão importante para nos envolvermos na preservação deste recurso vital, tão ameaçado e indispensável. Numa época em que as alterações climáticas se fazem sentir por todo o mundo e a um ritmo, cada vez mais acelerado, com secas, cheias e tempestades que abalam fortemente a qualidade da vida humana e do planeta, é urgente tomar consciência do valor da água em todas as dimensões, para que a população consiga usar a água de uma forma mais eficiente, assim como as sociedades que utilizam a água para gerarem e manterem o crescimento económico e a prosperidade, em domínios como a agricultura, a pesca comercial, a produção da energia, a produção industrial, os transportes e o turismo. Portugal atingiu, no início deste século, uma melhoria no acesso da população a serviços de água e saneamento, com impacto positivo na saúde pública, na qualidade de vida e do ambiente e no desenvolvimento económico do país. O impacto é também visível na melhoria da qualidade das águas. Ainda assim, há muito a fazer de forma a   preservar este bem e evitar, a todo o custo, a sua escassez.

 As alterações climáticas têm um forte impacto no ciclo hidrológico da terra, aumentando os níveis de vapor de água na atmosfera, tornando a disponibilidade da água menos previsível. Uma situação que pode conduzir a chuvas torrenciais e a secas graves. Face a todas as contingências existentes, e num cenário de alterações climáticas que atualmente se vive, a gestão cuidada da interferência humana no ciclo da água é fundamental, estando dela dependente o futuro da humanidade. Se não for bem gerida, a água torna-se um agente limitante no desenvolvimento, ou mesmo um impedimento de sobrevivência em algumas zonas no mundo. No que à escassez de água diz respeito, Portugal é um país de risco elevado, podendo enfrentar nas próximas décadas, se nada for feito, uma procura de água superior à disponível em certas regiões do país. Daí a necessidade dum consumo cada vez mais responsável e consciente, por parte dos consumidores, de uma agricultura cada vez mais precisa e sustentada e um despertar de uma cultura da água. Por sua vez a União Europeia levou os seus 27 membros a comprometerem-se com o impacto neutro no clima até 2050.  Esta estratégia visa reforçar a capacidade de adaptação da EU e do resto do mundo, bem como reduzir ao mínimo a vulnerabilidade em relação às consequências das alterações climáticas, em consonância com o Acordo de Paris e com a proposta de um Lei do Clima.