Encontra-se em consulta pública, de 10 de janeiro a 7 de fevereiro, a Proposta de Classificação do Granito Nodular da Castanheira como Monumento Natural Local. Durante este período os interessados poderão apresentar reclamações, sugestões ou observações relativamente ao mesmo, dirigidas à Presidente da Câmara Municipal, utilizando para o efeito o impresso próprio disponibilizado pelo município, por via postal ou através do endereço eletrónico geral@cm-arouca.pt.

A proposta de classificação (em anexo) pode ser consultada nos serviços da Divisão de Urbanismo e Ambiente, sitos na Praça do Município – 4544-001 Arouca, todos os dias úteis, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, e ainda no sítio da internet do Município, em https://www.cm-arouca.pt/municipio/documentacao/consulta-discussao-publica/.

Sobre a proposta

O corpo granítico conhecido como “Pedras Parideiras” é geologicamente denominado granito nodular da Castanheira e ocorre numa área de aproximadamente 1 km². É um sítio fundamental em termos de património geológico, com elevado valor científico, educativo e turístico. Não é conhecido nenhum fenómeno geológico igual, pelo que se considera um sítio único, em todo o mundo, e confere ao local elevado interesse internacional.

Em 2008, o afloramento foi inventariado como um dos mais importantes geossítios do concelho de Arouca e, em 2009, foi classificado como geossítio do Arouca Geopark e integrado na Rede Europeia e Global de Geoparques, sob os auspícios da UNESCO. Atualmente, integra o Programa Geociências e Geoparques da UNESCO.

Face às obras de requalificação, em 2012, do afloramento principal das Pedras Parideiras e da reconversão de um edifício abandonado da aldeia da Castanheira num centro de interpretação (Casa das Pedras Parideiras), este local adquiriu uma importante relevância e constitui-se como uma alavanca para a criação e dinamização de pequenas economias locais.

Com um equipamento que valoriza o geossítio Pedras Parideiras, estão atualmente reunidas as condições ideais para se propor a classificação de todo o afloramento como Monumento Natural local, visando a sua proteção.

CMA

Foto: Avelino Vieira