A peça de teatro vai ser apresentada na freguesia de Rossas

O Grupo Cultural e Recreativo de Rossas vai estrear no próximo mês de dezembro a sua mais recente produção, ou seja, uma peça de teatro. Com texto de Henrique Santana e adaptação de Miguel Brandão a peça de teatro trata-se de uma comédia em 3 atos intitulada “UM FANTASMA CHAMADO ISABEL”.

As datas agendadas são 3 de dezembro (sexta)/ 10 de dezembro (sexta)/11 de dezembro (sábado). Os espetáculos serão realizados às 21h30, no salão do Centro Cultural de Rossas, situado no lugar do paço, em Rossas. A duração dos mesmo será de 2h15, e segundo informações apuradas pelo DD junto da organização, as três datas agendadas já têm lotação esgotada. Os mesmos adiantaram que, “Estamos já a agendar uma nova data para a realização de uma quarta apresentação da peça, ainda em Rossas, cuja realização estará dependente das possíveis restrições que poderão surgir devida à pandemia que atravessamos.”

Por forma a ficarmos a saber um pouco mais sobre esta mítica associação concelhia, e de toda a história a ela associada, o DD decidiu realizar uma mini entrevista a Miguel Brandão, responsável pelo Grupo de Teatro do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas.

(D:D) -A ideia de realizar um teatro de natal por parte da vossa Associação já vem de há muito tempo?

M.B-É prática habitual da nossa associação estrear novos espetáculos junto à quadra natalícia. É uma boa altura para as pessoas experimentarem um programa diferente, bem-disposto e divertido. No entanto, apesar da estreia ocorrer nesta altura do ano, gostaríamos de salientar que o tema da peça não se debruça sobre quadra natalícia. O melhor mesmo é lerem a sinopse pois não queríamos adiantar muito mais para não estragar a experiência aos nossos espectadores que, diga-se de passagem, são incansáveis e, com o passar do tempo, cada vez em maior número.

(D:D) -Que tipo de espetáculo pode esperar quem vos for assistir?

M.B-Trata-se de uma comédia bastante divertida bem ao estilo de Henrique Santana. Está dividida em 3 atos, com cerca de 40 minutos de duração cada um. Tudo começa com o que seria uma pequenina mentira, e que acaba por gerar uma sequência de peripécias que serão, certamente, do agrado do público.

(D:D) -Qual a importância deste tipo de iniciativas no panorama cultural de uma freguesia como Rôssas e um concelho como o de Arouca?

M.B-Para a freguesia de Rossas é de extrema importância. Em 2022 completar-se-ão 100 anos da existência de TEATRO em Rossas. É uma data bonita que merece, sobretudo, o nosso respeito e gratidão. Um grupo como o nosso tem também essa responsabilidade de honrar todos aqueles que nos precederam. E isso consegue-se trabalhando de forma contínua para podermos apresentar novos espetáculos de forma continuada. É um compromisso que temos a responsabilidade de assumir. Não só para o nosso público fiel, mas, sobretudo, para quem semanalmente (muitas vezes, diariamente) deixa o conforto do seu lar para se dedicar a esta causa. Na concretização deste espetáculo estão escondidas centenas de horas de ensaios.

Tendo em conta o panorama cultural a nível concelhio, a visão é semelhante. Dada a escassez de associações que se dedicam a esta arte, não só esta iniciativa, mas toda a atividade do GCRR (focada essencialmente no TEATRO) assume um papel importantíssimo. Ainda no início deste mês estivemos no CIRAC, em Paços de Brandão, no 26.º Encontro de Teatro Amador, a honrar o bom nome da nossa pequenina terra.

(D:D) -Querem deixar uma mensagem de Natal e final de Ano aos nossos leitores?

M.B-Em primeiro lugar gostaria de agradecer a toda a equipa do Discurso Directo a oportunidade que nos concedeu para darmos a conhecer o nosso trabalho. A todos eles e aos seus leitores desejamos um ótimo Natal e um próspero Ano Novo.

Deixo aqui um apelo: vão ao teatro! Para além dos espetáculos acima mencionados há outras datas em negociação que serão divulgadas oportunamente. Estejam atentos. Estaremos em várias freguesias do concelho e em alguns festivais de teatro no norte do país a dignificar o nome da nossa querida terra.

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