A cerimónia de tomada de posse e instalação dos novos órgãos autárquicos que decorreu no passado dia 8 de outubro marca o início de um novo ciclo governativo no nosso concelho. O PS e Margarida Belém continuam com a maioria no executivo camarário, sendo que, na Assembleia Municipal, coube à coligação Agora os Arouquenses confirmar a eleição da Mesa da Assembleia Municipal. Neste particular, é interessante verificar que a votação refletiu aquilo que foram os resultados vislumbrados na votação por freguesias, isto é, correspondeu aos 19 votos esperados pelos membros afetos e eleitos nas listas da Coligação Agora os Arouquenses. Numa análise mais aprimorada, constata-se que, apesar de ter eleito menos um elemento que a lista do PS por uma diferença de apenas 40 votos para a Assembleia Municipal, a Coligação Agora os Arouquenses venceu em todas as 9 freguesias em que logrou eleger o Presidente da Junta para esse referido órgão.

O novo ciclo que nos espera será de continuidade, é certo, até pela liderança do executivo continuar a ser de Margarida Belém, embora com um novo figurino na vereação. Como já o referi nesta coluna, a sensação com que ficamos junto da população é que foi dado o benefício da dúvida à Presidente e ao seu executivo para este mandato. Porém, ficou claro que a mudança esperada e desta vez concretizada na Mesa da Assembleia Municipal vaticinou um escrutínio que era esperado pelo eleitorado.

Os desafios que vão surgir serão certamente exigentes para os novos autarcas os quais, certamente, irão cumprir, respondendo ao desafio da Presidente quando esta convoca todas as forças políticas para contribuírem para o futuro de Arouca. Se bem que esse contributo foi dado ao longo dos anos e o reforço da votação na alternativa ao atual executivo é disso o maior exemplo. A própria sociedade civil terá, certamente, e como sempre, contributos para dar e fazer ouvir a sua voz através dos seus representantes nos importantes desafios para o desenvolvimento de Arouca.

A necessária elaboração da Estratégia Municipal de Saúde, por exemplo, será fundamental para poder responder de forma assertiva e consistente às novas competências que irão ser alocadas às autarquias. A imperiosa necessidade de estancar a perda de população bem como a urgente resolução do problema do preço da água devem merecer a maior atenção e foco dos autarcas eleitos. Isto para além da importante vertente da Educação cuja revisão da Carta Educativa já se impõe há muito e ainda, claro, gerir o próximo quadro comunitário, aliado à tão famigerada e decisiva “bazuca” do PRR. Sem esquecer, claro, conseguir continuar a controlar a pandemia evitando ao máximo que situações como as vividas no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Arouca se voltem a repetir. Para isso é fundamental que a ação social do município e a sua vital cooperação e apoio devam continuar a existir entre o setor público, o setor social e, também, o setor privado.

O sucesso deste mandato trará certamente melhores condições de vida para os arouquenses. A todos os eleitos, as minhas felicitações, o meu agradecimento pela predisposição para a causa pública e o meu sincero apreço pelo contributo que começarem a dar desde o primeiro momento para conseguirmos melhorar a vida de todos os nossos concidadãos.

Artur Miler