Aproximadamente duas dezenas de familiares da mulher que, em dezembro de 2020, foi morta pelo marido, (de quem estava recentemente separada), com um golpe de machado, em Arouca, estiveram presentes na primeira sessão do julgamento, que se iniciou no passado dia 26 de outubro, no tribunal da Feira.

Com t-shirts onde estava estampada a cara da vítima, Maria Deolinda Santos Silva, os familiares afirmaram ser uma “homenagem” e uma forma de pedirem “justiça”.

“Queremos que a justiça seja feita, não se admite o que ele fez. Todos os dias penso no que aconteceu”, declarou, ao JN, Maria Gorete Silva, irmã da vítima.

O homem de 55 anos, natural de Arouca, vai responder em tribunal pelo crime de homicídio qualificado depois de ter atingido mortalmente a mulher com um golpe de machado, em dezembro do ano passado. O sucedido ocorreu após a vítima ter concordado participar num almoço natalício de família com o marido, de quem já estava separa há quatro meses.

O historial de agressões extremas pela parte do ex-marido era já bastante longo, inclusive, o mesmo estava na altura acusado de violência doméstica, após uma queixa que mulher havia apresentado devido a uma agressão física, em agosto de 2020.

A vítima faleceu no dia 1 de janeiro de 2021 no hospital Santos Silva, em Gaia, após cerca de 6 dias em coma induzido. Em prisão preventiva desde então, o arguido vai, agora, responder no Tribunal da feira pelo crime de homicídio.

Fotos:JN

Fonte:JN