Tratando-se de uma iniciativa musical que decorreu na Área Metropolitana do Porto (AMP), de 3 a 11 de setembro, pelo 4º ano consecutivo, teve lugar no dia 3 de setembro, pelas 22.00 horas, nos Claustros do Mosteiro de Arouca a atuação do fadista Hélder Moutinho, permitindo assim, numa agradável noite, juntar dois patrimónios: o fado como património imaterial da Humanidade e o melhor do património que Arouca possui no seu ex-libris do Mosteiro de Arouca.

Com o público distribuído pelas alas dos claustros superiores e inferiores, observando as regras de distanciamento e demais normas recomendadas pela DGS, o espaço escolhido para este concerto fadista mostrou-se bem escolhido, não só por causa das exigências da pandemia, mas sobretudo pela sua beleza arquitetónica, enriquecida ainda com os jogos de luzes que criaram um ambiente cénico próprio para uma sessão de fados.

Nascido em Oeiras, Hélder Moutinho sempre viveu num ambiente fadista, sendo irmão dos fadistas Camané e Pedro Moutinho. Acompanhado por guitarra, viola e baixo, o fadista proporcionou uma excelente noite de fados, num cenário magnífico, que tinha, como ponto central, o fontanário dos claustros cuja água, a cair no seu tanque, acompanhou também, e muito bem, a voz do fadista.

E assim, estes “Sons no património” vieram dar um pouco mais de vida ao nosso Mosteiro de Arouca, também ele afetado pela pandemia que veio alterar o ritmo normal, não só da vida social, como também das atividades culturais e demais serviços.

Texto: José Cerca