As eleições autárquicas estão cada vez mais próximas e já falta menos de um mês para podermos exercer o nosso direito de voto e eleger os órgãos autárquicos para os próximos quatro anos.

São já conhecidas as listas a todos os órgãos autárquicos do nosso concelho e já vislumbramos, através das comunicações das candidaturas, várias das propostas com que se apresentam aos arouquenses. E, a este respeito, no que toca às listas, se há facto que podemos desde logo destacar é que, mesmo durante este período pandémico, ainda existem situações na administração pública, como a entrega das listas, que já deveriam ter sido modernizadas e desburocratizadas de forma a criar incentivos – e menos entraves – à participação dos cidadãos nos atos democráticos. A título de exemplo, mesmo sabendo que todas as listas estão, hoje, disponíveis na internet, nos primeiros dias do ato de entrega, ou seja, quando existe maior curiosidade, só se conseguia ter acesso a todas as referidas listas apenas no espaço físico do tribunal e em papel. Apesar de tudo fazerem para assegurar o normal funcionamento e de criaram as condições sanitárias necessárias para a consulta dos documentos, as dificuldades sentidas e relatadas pelos funcionários durante aqueles dias merecem a nossa solidariedade. Mais ainda quando num espaço que necessita, definitivamente, de uma intervenção para dotar de melhores condições quem ali trabalha.

No âmbito deste processo autárquico, se existe um facto a relevar, é congratularmo-nos com todos aqueles que se voluntariam e se disponibilizam para se dedicar à causa pública. São muitos os arouquenses que se quiseram envolver nas várias candidaturas e a todos devemos saudar.

É de referir, e de realçar pela positiva, que apenas uma candidatura apresentou listas a todas as freguesias: a coligação “Agora os Arouquenses”. Na União de Freguesias de Janarde e Covêlo de Paivó existe apenas uma lista – a liderada por Manuel Gomes, atual presidente dado que o Partido Socialista, que lidera o executivo camarário há já 28 anos, abdicou e não apresenta candidatos a essa Junta de freguesia, e nem sequer apoia qualquer movimento independente, à semelhança do que fez noutras freguesias.

Quanto aos temas fulcrais desta campanha, a demografia deve merecer um especial cuidado e atenção face ao que tem acontecido no nosso concelho ano após ano. Arouca não pode continuar a perder população, tem de atrair pessoas e criar condições para fixar os nossos jovens para aqui residirem e aqui contruírem família. Deste modo, a disponibilização de habitação é um objetivo fundamental, que não está dissociado do emprego, num município que não pode continuar a ter a Câmara Municipal como seu maior empregador. Além disso, as acessibilidades devem continuar a marcar esta campanha e aqui, creio, o atual executivo tem a “obrigação de explicar” a razão – ou razões – porque recusou uma excelente proposta do PSD para o alargamento da estrada que liga o final da variante à Abelheira, em Escariz.

Com o famigerado Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) já em execução, em que as autarquias terão um relevante papel na aplicação do dinheiro subjacente a este plano, os eleitores devem fazer uma análise séria e realista dos programas e equipas, estarem atentos aos debates, sentirem a proximidade dos eleitos e fazerem uma pergunta simples: qual a candidatura mais bem preparada e com o foco no que é mais importante e significativo para melhorar a qualidade de vida dos arouquenses? Dia 26 de Setembro, os arouquenses nos dirão o seu veredicto.