• 27% afirmam que os estudantes a seu cargo não têm computador próprio – Idade é o principal motivo (52%)
  • O Preço e Durabilidade são as características mais valorizadas num computador ideal para estudantes
  • 22% alugariam equipamentos tecnológicos para os seus educandos, em vez de comprar

O ensino à distância, nos anteriores anos letivos, veio demonstrar a utilidade que os equipamentos tecnológicos podem ter para os alunos e para o ensino em geral. De acordo com o estudo do Observador Cetelem Regresso às Aulas 2021, 77% dos encarregados de educação confirmam que os equipamentos tecnológicos têm hoje um papel importante no ensino.

Os computadores encontram-se no 1º lugar do pódio (88%) entre os equipamentos que os encarregados de educação consideram ser hoje mais úteis para os estudantes, revelando-se mais essenciais para os que frequentam o Ensino Superior (96%). Seguem-se as impressoras/multifunções (64%) e os periféricos: monitores, ratos, teclados, entre outros (59%).

O investimento que sido feito demonstra também a importância que tem hoje a tecnologia e é visível na quantidade e diversidade de equipamentos tecnológicos que os alunos possuem atualmente: em todos os ciclos de ensino, por exemplo, mais de 84% dos estudantes têm, pelo menos, um equipamento – à exceção do pré-escolar (53%)onde, por ora, estes não tendem a ser requisito.

Cada estudante tem, em média, 3.5 equipamentos

73% dos educandos têm um computador fixo e/ou portátil, nomeadamente, os estudantes que frequentam o Ensino Superior (89%) e o Ensino Secundário (83%). Já 27% dos estudantes não têm computador, sendo mais comum não terem na Pré-escola (58%) e no 1.º Ciclo (35%).

Serem muito novos (idade) é justamente o principal motivo apontado pelos encarregados de educação inquiridos para o facto de alguns estudantes não terem um computador pessoal (52%). Já a falta de capacidade financeira é apresentada como razão por 24%, tendo maior peso no 2º ciclo (44%) e no 3º ciclo (41%). 21% dos estudantes também ainda não têm computador pessoal porque usam os equipamentos da família.

O preço (17%) e a durabilidade (16%) são as características mais relevantes num computador, para os inquiridos. A terceira característica é a capacidade de armazenamento (14%). Para comprarem um computador mais barato, 40% dos inquiridos prescindiriam da marca.

Os telemóveis estão no segundo lugar entre os equipamentos que mais estudantes possuem (61%). Na hora da escolha de um equipamento para o seu educando, se for uma opção, 22% considera também alugar equipamentos tecnológicos, em vez de os comprar.

Metodologia

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Regresso às Aulas 2021 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve como target indivíduos de ambos os sexos, de idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal Continental, que tenham dependentes em idade escolar. O estudo foi conduzido através de entrevistas telefónicas assistidas por Computador (CATI). No total foram feitos 1305 contactos para realizar 502 entrevistas representativas do universo em estudo. O erro máximo associado é de + 4.4 p.p. para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram conduzidas por intermédio de questionário estruturado de perguntas fechadas com a duração máxima de 12 minutos. Foram realizados contactos representativos da população e estratificados por Distrito; Sexo e Idade para encontrar o target do estudo. As entrevistas foram conduzidas por uma equipa de entrevistadores Nielsen, que receberam treino específico para o presente estudo. O trabalho de campo decorreu entre 13 a 19 de agosto 2021.

A maioria dos inquiridos pelo Observador Cetelem Regresso às Aulas 2021 (60%) tem apenas um estudante a seu cargo, 35% tem dois e 5% tem três ou mais. 90% dos inquiridos indicam que os seus dependentes frequentam o ensino público, com os restantes a referir o ensino privado. A grande maioria (75%) tem a seu cargo estudantes do ensino básico – 28% no 1º ciclo; 31% no 2º ciclo e 36% no 3º ciclo. 24% têm estudantes a seu cargo a frequentar o ensino secundário, 9% o ensino pré-escolar e 9% estudantes universitários.