A Associação Amigos da Paradinha enviou uma “2ª exposição/ Estudo “ASAP” Paradinha” à Presidente da Câmara Municipal de Arouca Margarida Belém. Segundo informações presentes num documento partilhado com o nosso jornal, o DD ficou a saber que a ASAP já realizou uma reunião com a edil de Arouca na qual, segundo o relato do Presidente da Direção da Associação, Prof. Dário Tomé, ficou acordado que iria ocorrer uma reunião no local (Aldeia da Paradinha) entre o vereador Sr.º Albino Cardoso e o diretor da ASAP.

Ao que tudo indica essa reunião, para desagrado da associação, ainda não aconteceu. Devido a esta situação a entidade decidiu sintetizar no documento que enviou ao Município e à Comunicação Social os melhoramentos que procuram realizar na Aldeia com o apoio da Câmara de Arouca.

O DD passa a transcrever na íntegra os melhoramentos referidos que constavam no documento que recebemos.

1º – Estradão de acesso à Paradinha 

 A sua falta de limpeza e largura provocam muita insegurança no trânsito cada vez mais intenso. Deveria ser objeto de intervenção, alargando-o para o lado dos montes e sinalizando convenientemente o seu trajeto, especialmente nos pontos mais perigosos e de maior risco de queda nas ravinas. Todos sabemos que há quem diga que ainda não houve lá qualquer acidente e que por isso não se justifica. Mas depois e só em caso de algum grave acidente, então haverá justificação. 

O alcatrão aplicado até à capela só o deveria ter sido até ao cruzeiro (contestado na época). Então propomos o seu levantamento, do cruzeiro à capela, substituindo-o por calçada portuguesa, para assim delimitar e preservar a área da aldeia rural de Portugal. 

2º – Parque de estacionamento auto 

Infraestrutura a ser construída do cruzeiro até à casa “cabeira” e novo empreendimento turístico. Dali para baixo completar o caminho em calçada portuguesa ou argamassa de materiais de cimento e barro vermelho/amarelo (tipo pista tartam), até à entrada do parque de merendas e só para peões, excetuando veículos para carga e descarga. Teremos com esta decisão defendido a zona balnear, evitando a poluição de toda a ordem que hoje ali tem lugar. Sabemos que tudo isto é “revolucionário” e um tanto utópico para já, mas que uma vez tudo implementado será uma ação deveras reestruturante para o futuro da praia fluvial. 

3º – Praia Fluvial 

 A estrutura pavilhão deveria ser condicente com a característica da aldeia, aplicando na sua cobertura o elemento lousa e melhorando a zona dos sanitários. No terreno em frente ao mesmo e já preparando a entrada na praia defendemos que o mesmo seja livre e relvado. Já no que toca a uma praia fluvial de verdade, então terá que haver uma intervenção apropriada para que tal seja uma realidade de facto. Realçamos a necessidade de uma pequena ação no rio, isto é, construindo uma levada de 1 m de altura a montante e outra a jusante, criando ali uma zona propícia a banhos. 

4º – Iluminação pública 

Instalar candeeiros no parque de estacionamento e desde o cruzeiro até à capela. Também contemplar o percurso de peões para a praia.

5º – Novo empreendimento turístico 

 Construído em zona ecológica e da rede “Natura 2000”, merecia pelo menos uma atenção especial no tocante à preservação da caracterização da aldeia rural. Deveriam as construções ser revestidas a pedras de xisto e os telhados a lousa. Agora cimento à vista, isso nunca. No fundo do terreno do empreendimento construíram uma grande escadaria de acesso ao rio. Tudo indica que irá haver a tentativa de uma praia privada. 

6º – Parque de Merendas 

 Ao longo de muitos anos temos alertado para o assoreamento do parque, causado por sucessivas reposições de terra e cascalho à sua entrada, que com as enxurradas o invadem. Essas águas pluviais deveriam ser encaminhadas para o ribeiro através de manilhas. Há muito tempo que essa solução tem sido aventada, mas na prática nada feito. Será que é assim tão difícil e onerosa esta intervenção? Exigimos que o parque seja limpo desta terra e cascalho que estão cobrindo o godo das ruas do parque. Também estamos a ponderar a sua vedação. 

7º – Caminho público Paradinha/Paivó 

 Neste caminho, a partir da última casa do casario (Casa de Campo/Piscina) o muro abateu por ação de infiltração de águas pluviais. Dado o perigo de mais derrocada e de falta de segurança para os peões alertamos quem de direito para a necessidade urgente/urgentíssima de intervenção adequada, repondo o muro e o pavimento com o devido encaminhamento das águas (inclinação e meias canas). 

8º – Rampa de acesso à direita da entrada do casario 

 Aquela pequena rampa é do domínio público pois fazia parte do antigo caminho de acesso à aldeia. Justifica-se portanto o seu calcetamento em pedra (cerca de 100 m2) que não foi contemplado aquando do calcetamento até à rampa da capela. 

9º – Sinalética 

 Sinalética horizontal no estradão, nos pontos em que não há árvores e que as ravinas estão ali à vista constituindo um perigo fatal. No cruzeiro placa de estacionamento auto; na rampa da capela (ao fundo) placa de trânsito proibido, excetuando moradores, cargas e descargas. 

10º – Programa “ FAUNA “ da “ ASAP “ 

 Confirmamos a nossa exposição de 28 de Abril de 2021 e seguinte correspondência. Queremos manifestar uma vez mais que a vossa atitude de mandar remover e confiscar as pedras com pinturas da fauna da Paradinha foi deveras infeliz e sem justificação. Constituiu um pesado “ murro no estômago “ para o nosso Presidente da Direção que foi o mentor e o executante deste programa. Pedir desculpas pelo sucedido fica muito bem à CMA. No entanto há danos patrimoniais e morais, que ainda não foram considerados e reparados. Uma vez devolvidas as pedras para o nosso parque de merendas, elas aí serão colocadas, pois não gostaram delas junto ao casario. Nós também não gostamos das “ Ninfas “ e dos “Obeliscos “ no domínio público, mas temos que gramar porque outros valores mais altos se alevantam, havendo assim um gritante tratamento desigual. 

Considerando a JFA e a CMA entidades públicas de bem, aqui apelamos novamente para a justa devolução das pedras, respeitando assim as pessoas da nossa associação e o seu património privado.  

Paradinha, 20 de Julho de 2021 

P E D E D E F E R I M E N T O 

Associação dos Amigos da Paradinha”

Foto: Aldeias de Portugal;