Diana Paiva, a proprietária, em declarações ao Discurso Directo, afirmou que a ideia de criar a loja surgiu de um sonho antigo que o seu sogro tinha e que a incentivou Diana a realizar. ”Nunca trabalhei neste ramo, trabalhava numa fábrica há 12 anos e fazia umas horas neste sector para cobrir as despesas que tanto dou valor, depois o meu sogro adoecer, eu tomei a liberdade de deixar o meu trabalho de 12 anos para tomar conta dele, o seu sonho era que eu abrisse uma loja.”, adiantou ao DD a jovem que é natural de Canedo.

 “Ele dedicou-me um poema e disse que um dia ia-me fazer-me sentido, o poema estava inserido numa música que ele escreveu, porque ele era um querido sogro/pai e adorava, nos tempos livres, tocar viola e completar músicas, e fez esse poema para mim.” declarou Diana. “Às vezes um sonho demora para ser realizado, mas se acreditares ele chegará! Os Sonhos sempre encontram um caminho para chegar até ti. Sejam bem-vindos ao meu sonho.”, este é o poema dedicado a Diana pelo seu sogro, que se encontra escrito logo à entrada do estabelecimento.

Diana adiantou ainda que mal o seu sogro faleceu que foi trabalhar para outra fábrica como responsável pela qualidade, no entanto, admitiu que parecia que a sua vida não “ia para a frente”, e que sentia que algo ali estava “travado”.

“Um dia quando vim fazer uma visita a castelo de Paiva deu-me “um flash” ao olhar para esta loja e num mês abrimos a loja, neste mesmo local. Diana confessou que pretendia ter aberto a loja em março de 2020, pois já tinha um desfile realizado em Castelo de Paiva, mas devido Covid-19 só inaugurou o espaço em 1 de maio. De qualquer das formas afirmou que nunca sentiu as consequências da pandemia nas vendas visto que, durante o confinamento, fazia cerca de 3 diretos por semana, que corriam muito bem a nível de vendas, visto que as pessoas estavam todas em casa.

 A jovem afirmou que realiza estes diretos em sua casa, local onde também se localiza o seu armazém. Como já foi referido, Diana é a proprietária da DIMODA, contando, no entanto, com a sua mãe como gerente de loja. De salientar que, devido ao aumento do volume de trabalho nos últimos meses, tiveram de colocar uma estagiária que está a terminar o estágio para ficar a trabalhar na loja a tempo inteiro.

“Temos tido muito trabalho, principalmente nos diretos. Fazemos sempre dois diretos semanais que agora de Verão são sempre mais “paraditos”, mas de Inverno têm sempre muita gente a assistir, com cerca de 500 a 600 visualizações. A maior parte do nosso negócio é feita no online.

DP afirmou ainda ao DD que, inicialmente, quando abriu o seu espaço não pensou em investir muito em publicidade, “decidimos que eram as nossas clientes que ao estarem satisfeitas iriam chamar outras, ou seja, seria feita publicidade boca a boca, umas iriam chamar as outras.”

Inicialmente a marca DIMODA vendia somente para Portugal, todavia, com o passar do tempo começaram a ter clientes em França, Suíça, Luxemburgo, Holanda e Alemanha. “Posteriormente começamos a atribuir promoções às clientes que trouxessem amigas.”

DP, para explicar como se processam as vendas online, afirmou que os diretos são sempre realizados na presença da sua mãe, ou seja, “a mãezinha” como tão bem conhecem as clientes, e complementados pelos seus irmãos, marido e cunhado que preenchem o resto do staff. “Para cada cliente é criado um número específico que fica associado a essa pessoa, e depois vai-se adicionando os artigos, que essa cliente escolhe, a esse mesmo número. No final da semana fazemos a junção dos dois diretos, para que as clientes não paguem portes e procedemos ao envio da encomenda. Os diretos requerem um enorme trabalho de logística, é necessária muita organização e não funcionamos pelo lema “quem der mais dinheiro fica com a peça”, para nós todas as clientes são iguais, quem pediu primeiro é quem fica com a peça/acessório.”

A DIMODA começou também, há pouco tempo, a trabalhar com uma marca que só trabalha com clientes de vestem tamanhos maiores, isto devido á dificuldade que Diana sente que “as mulheres mais fofinhas” têm para encontrarem roupa, visto que a maior parte das suas clientes veste tamanhos grandes. “O meu sonho é ter mesmo uma fábrica de têxteis e fazer a minha própria roupa para servir todas as mulheres, devido à dificuldade que as “mais fofinhas” têm a encontrar roupa. Aqui em Castelo de Paiva não existia nenhuma loja para servir clientes que vestissem tamanhos maiores, a minha loja é a primeira.”

Relativamente ao volume de negócio semanal, só em diretos a DIMODA tem cerca de 300 a 400 pessoas a comprar que, em média, nunca compram menos de 50 a 60 euros em artigos. Diana Paiva afirma que a sua maior dificuldade é talvez em termos de superação, visto que as suas clientes são muito exigentes. “Elas cansam-se muito todas as semanas têm de ter algo diferente. Já vendemos de tudo aqui, e elas estão sempre à espera de coisas diferentes.”. Para a ajudar na aquisição dos artigos que vende Diana conta com a ajuda de duas fornecedoras, exclusivas, para a marcas DICASA e DIMODA que, segundo a mesma, “fazem tudo por nós”.

A jovem adiantou que algo que ela e a mãe presaram desde o início foi a boa disposição e a animação com que lidam com as pessoas, ou seja, prestar um bom atendimento, “achamos que é dessa forma que o negócio deve ser feito, a primar pela diferença.”

O país para o qual Diana Paiva mais vende é para a Suíça, pois os emigrantes gostam muito da moda Portuguesa e “andam sempre adiantados, agora já andam a comprar quipos para o frio visto que lá não é tão quente como aqui”. A empresária só tem pena de alfândega embirrar muito com os produtos que envia e regerem-se por regras muito rígidas.

Os clientes da DIMODA são de todas as faixas etárias, “tenho pessoas de 70, 80 e 90 anos a comprar, ou seja, aqueles que conseguem comprar online (risos). E algo que acho bastante bonito é os homens a comprar para as esposas, muitos adoram assistir ao direto, porque acaba por ser um momento de boa disposição, que quase sempre dura 4 horas.” Diana confessou ainda ter de se preparar muito bem para entrar em direto, e ainda preparar aquilo que vai vender ou não.

Relativamente à pergunta de quem compra mais, se as clientes nacionais ou estrangeiras, DP declarou que “sem sombra de dúvida são as estrangeiras, o poder de compra é maior porque os ordenados não são iguais. Temos clientes que estão no estrangeiro a comprar cerca de 500 euros de artigos.”

DP tem também bastantes clientes de Castelo de Paiva, Arouca e Vale de Cambra, adiantando ainda que os clientes de Castelo de Paiva são bastante fiéis, os próprios comerciantes paivenses, segundo a empresária, respeitam-se mutuamente e ajudam-se muito, naquilo que podem, “Somos muito unidos aqui, temos tido bastantes clientes na loja física, tanto emigrantes como Paivenses, os habitantes daqui se procurarem um artigo e tiver aqui em Paiva é aqui que compram não vão a outro lado.”

 No que respeita a planos para o futuro confessou ao DD que um dos seus objetivos era abrir uma loja de artigos para a Casa para a sua mãe, porque “é também uma secção que vendemos muito”, tendo até uma fornecedora só para esses artigos, e “só não vendemos mais porque não temos espaço, ou seja, é a secção DiCASA, que foram as minhas próprias clientes a batizar, e outro dos objetivos era eu conseguir desenhar e fabricar as próprias peças.”

No momento Diana está satisfeita com o sucesso que as vendas online dos seus artigos estão a ter, apesar da loja física também estar a correr bem, no entanto, acredita que isto só é possível, mesmo assim, por causa do online que trouxe clientes para a loja física.

Apesar de os paivenses, inicialmente, se mostrarem um pouco duvidosos relativamente à qualidade-preço das peças que vendia, e ter custado a aceitar o facto de serem de outro local e se terem estabelecido ali, Diana acredita que esses obstáculos já estão ultrapassados, e que já todos simpatizam com a DIMODA.

“Começamos agora a ter parcerias com outras lojas, como por exemplo a Ótica Borges, que é uma ótica da nossa zona de Canedo, com quem vamos encaminhando clientes um ao outro, e somos também patrocinadores do ciclismo Rsbikes também de Canedo. Temos de inovar é por isso que todos os meses temos temas novos e não nos deixamos estagnar, só assim conseguimos cativar os clientes. Tratamos tão bem as nossas clientes que elas já se conhecem umas às outras e já criaram inclusive um grupo de whatsapp onde se aconselham e ajudam mutuamente.”

Para finalizar Diana quis salientar o seu amor pela família afirmando,” este sonho é muito importante não só pelo fato de ter um espaço meu, mas por ser uma conquista de toda a minha família. Foi uma realização não só minha mas uma homenagem a quem tanto me ama. Ao meu amado sogro que me apoiou tanto a perder este medo de arriscar, ao meu marido que além de me apoiar em tudo foi ele que desenhou e construiu a loja toda só ele. A loja é caracterizada pela fofura de castelo de Paiva, tendo ele também uma empresa Vítorsilva fe. Á minha Mãezinha que me apoiou nesta aventura, que nunca trabalhou neste ramo e sempre nos ensinou o lema da humildade, o lema da força o lema da luta, ela está neste projeto tão à vontade como pessoas que fazem isto desde sempre. É das pessoas mais lutadoras, mais fofinhas que alguém pode ter conhecido até hoje.

O meu cunhado que me apoia incondicionalmente e aos meus irmãos que tanto amo.

Não posso deixar de agradecer às minhas meninas que começaram por fazer um grupo whatsapp  familiadimoda e que já é completado por muita gente. Como o nome diz somos uma família de meninas de todas as faixas etárias de todos os países, que estão unidas e se ajudam em tantos problemas que a vida lhes propõe e estão sempre sempre, sempre do nosso lado e são uma das minhas maiores alegrias na vida.

Obrigado meninas por tudo que fazem por nós, por rirmos juntas, por choramos juntas. Obrigado por sermos a família que somos.

Obrigado a vocês, obrigado família e obrigado meu amado sogro por fazeres de mim a filha lutadora que sou hoje.

Vejam os nossos diretos semanais!

Segunda, terça e quarta às 12h30 e quinta 20h.”, partilhou Diana Paiva, que já é proprietária de umas das lojas com maior aumento de vendas e visualizações no online.

Diana Paiva com a sua mãe (“mãezinha”) e filho