O DD passa a trasncrever na íntegra o comunicado que o partido Ergue-te fez chegar à sua redação.

“É sabido que quem está no poder, e tem intenções de se voltar a candidatar, passa o mandato para o qual foi eleito em plena campanha. Discordo dessa mentalidade eleitoralista, pois a minha visão de política resume-se ao serviço ao país, à localidade e às suas populações. Por isso, o exemplo, a ética e a obra feita são a melhor campanha. Mais grave se torna essa mentalidade que repudio, quando se usam os recursos públicos para esses fins!

Em ano eleitoral tudo isso se torna mais evidente, e começam os convites a funcionários e pequenos prestadores de serviços para fazer parte das candidaturas de quem está no poder. Entenda-se: convites coercivos de forma velada. Um convite de quem está no poder vem sempre acompanhado da respectiva pressão que todos conhecem, mas que não passa da surdina, já que o medo de represálias tolhe as pessoas de o denunciar. Neste assunto, por ora, fiquemos por aqui.

Agora, quando salta aos olhos o recurso a meios públicos para promoção de um candidato, não dá mesmo para calar. E não calo porque sou livre! Não dependo de tachos ou favores dos que lá estão, e não sou seu funcionário, sujeito a represálias.

Assim, não hesito em denunciar que, neste momento, ao entregar aquilo a que chamam “lembranças” como forma de agradecimento pela participação num evento que já não se realiza há dois anos – por via das circunstâncias – revelam um despudor sem limites.

Para mais, esse “agradecimento” vem com uma mensagem subliminar, de uma prepotência sem limites, assinada pela Presidente da Câmara Municipal, ao dizer já estar de olhos postos na próxima edição. Isso revela profundo desprezo pelos eleitores. Então, já ganhou as eleições mesmo sem a votação feita?

Compreendo que o desespero pode levar a este tipo de atitudes, mas ao menos não usem os meios públicos! Pode não ser ilegal, mas em ano eleitoral há atitudes que são eticamente reprováveis. E em política, não basta cumprir a lei – tantas vezes injustas e desconhecido de muitos -, mas sobretudo a ética, compreendida por todos.

Mas há mais…”

Anselmo Filipe Oliveira, candidato do Ergue-te è Câmara Municipal de Arouca