O candidato da coligação “Agora os Arouquenses” à Câmara Municipal, o independente Vítor Carvalho, avança com projeto para a criação de um auditório municipal, alertando que neste momento Arouca é dos poucos concelhos do país sem um equipamento digno destinado ao desenvolvimento de atividades culturais.

“A nossa ideia, que resulta do diálogo profícuo e contributos de diferentes sensibilidades, passa pela construção de um moderno edifício que albergue iniciativas culturais, sendo que também seria importante podermos dispor de um espaço para a realização de colóquios, conferências ou congressos”, disse.

A área em torno do Parque Milénio é, para já, o local de construção apontado pela equipa que trabalha o dossier, sobretudo pela sua morfologia, possibilidade de criação de estacionamento e proximidade com o comércio. “Trata-se de uma localização central e para nós ideal para a edificação de um equipamento deste tipo”, adianta o candidato, salientando que a decisão final recairá “sempre de acordo com o que for melhor para os arouquenses”.

O projeto contempla a criação de espaços versáteis, tecnicamente adaptados a diferentes eventos. Entre os requisitos, está uma plateia para cerca de 500 espetadores (também adaptável em número ao tipo de evento e/ou assistência) e um palco com dimensões para receber um espetáculo de ballet ou uma orquestra sinfónica de nível internacional.

O edifício acompanhará as plataformas naturais do terreno para disposição da sala principal, com a inevitável volumosa caixa de palco a elevar-se na parte mais baixa, aproximando-se do impasse já existente por forma a fazer a entrada para cargas e descargas.

O equipamento disponibilizará ainda diferentes camarins, sala de ensaios, oficina e um espaço de café concerto.

“Queremos que seja, acima de tudo, a ‘casa’ das companhias culturais que existem em Arouca e que merecem, por fim, ter um local onde possam condignamente trabalhar”, sublinha Vítor Carvalho. “Somos provavelmente dos poucos concelhos do pais que não temos uma infraestrutura digna para desenvolvimento de atividades desta natureza. Não faz sentido, nesse pressuposto, continuarmos a olhar para o lado. É uma questão incontornável”, acrescenta.