Ao início da manhã desta quinta-feira a Câmara Municipal de Arouca pronunciou-se, através um comunicado, sobre o surto de Covid-19 no concelho, confirmando “um aumento do número de casos confirmados no concelho decorrente do surto numa instituição de Arouca com ramificação na rede escolar”, adiantando que “foram já tomadas todas as medidas necessárias à contenção deste surto”, e que “o Município está a acompanhar a situação e dar todo o apoio necessário, em estreita articulação com os serviços de saúde e com os demais agentes da proteção civil, locais e nacionais”.

A edilidade acaba a apelar aos arouquenses para serem agentes de saúde pública, seguindo todas as recomendações das autoridades competentes.

Quem não gostou das considerações da Câmara foi o Centro Paroquial e Social Santa Mafalda – PATRONATO. Num comunicado, tornado público no mesmo dia, esta instituição começa por referir que, injustamente a Câmara imputa aquela instituiçãoo como o foco e consequente disseminação do atual surto Covid em Arouca.

A missiva confirma alguns casos positivos no Lar de Infância e Juventude (já noticiados no nosso jornal): 14 num universo de 50, para depois enunciar as medidas tomadas, que assumem que sempre foram cumpridas com rigor, seguindo as normas da entidade de saúde.

O Patronato refere que o primeiro caso positivo aconteceu a 25 de junho, com uma aluna da Escola Secundária de Arouca, tendo “a partir desse momemto todas as utentes ficaram em isolamento”, para depois salientar que não têm dados para poder concluir se o foco foi no Patronato ou não, referindo, no entanto, “que já havia casos em Arouca, noutras instituições e inclusivamente salas encerradas no Agrupamento de Escolas de Arouca”, concluindo a afirmar que “é falso ter sido o PATRONATO a querer fechar totalmete o CATL”.