A Assembleia Geral da AECA reuniu, a 21 de junho, na sua sede em Arouca         para apreciação e deliberação do Relatório de Contas relativo ao exercício de 2020 e apreciação do Plano de Atividades e Orçamento relativo ao ano de 2021.

A Presidente da Assembleia Geral, Dora Fernandes, presidiu e orientou os trabalhos.

Alfredo Martins, Vice-presidente da Assembleia Geral e responsável pelas contas da Associação apresentou o Relatório e Contas de 2020. Carlos Brandão, Presidente da Direção da AECA resumiu as atividades desenvolvidas pela Associação durante o ano findo. As contas foram submetidas a votação e aprovadas por unanimidade.

O Presidente da Direção da AECA apresentou o Plano de Atividades para 2021, contemplando as diversas atividades e ações de cooperação empresarial e territorial, dando destaque aos serviços prestados aos associados.

Sendo o objeto social da Associação Empresarial de Cambra e Arouca o estudo e defesa dos interesses relativos às atividades de comércio, indústria e serviços, competir, promover e praticar tudo quanto possa contribuir para o respetivo progresso técnico, económico ou social, a Direção da AECA perspetiva que 2021 seja um ano de recuperação económica, apesar de esperar que seja, ainda, marcado pela manutenção de medidas restritivas às atividades económicas, reflexo da Pandemia Covid -19.

Neste contexto, as grandes opções para o Plano de Atividades da AECA, num período que se deseja de pós-pandemia, estão centradas fundamentalmente em preparar e apoiar o relançamento da economia, com iniciativas e projetos que estimulem o investimento nos fatores de competitividade da economia regional.

Desta forma a AECA integrará programas de apoio/estimulo à iniciativa empresarial, que se enquadrem nos objetivos e prioridades definidas para o novo quadro comunitário de apoio e projetos de apoio à economia e formação.

Com um orçamento que ronda os 500 mil euros, a organização apresentou um Plano de Atividades que foi aprovado por unanimidade.

Uma parte significativa do orçamento visa as áreas da formação e consultoria, com projetos direcionados para as PME’s dos setores do comércio, industria e serviços em parceria com a AEP (Associação Empresarial de Portugal) e para o setor do turismo, em parceria com a CTP (Confederação de Turismo de Portugal), sendo uma ferramenta para potenciar a economia digital e capitalizar, (otimizando de recursos financeiros).

Destaca-se ainda a continuidade do projeto SIAC – Master Export, no âmbito da internacionalização das PME’s, direcionado para os setores da Metalomecânica e do Habitat, criando novos canais de exportação para países com elevado potencial para estas fileiras e geograficamente próximos (Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Polónia), capacitando ainda as empresas para se apresentarem nestes mercados com bens com maior incorporação tecnológica, diferenciados e customizados.

O Presidente da Direção da AECA, salientou que durante os tempos de confinamento da Pandemia COVID – 19 algumas atividades tiveram que ser “recalendarizadas” e que se espera poderem ser concretizadas durante este ano. Realçou o Prémio Empreendedorismo e Inovação adiado para último trimestre do ano, mas que é uma atividade que “pela sua génese e essência deve ser mantida como forma de incentivar cada vez mais as empresas a optarem pela inovação, por empreenderem e por incrementarem o potencial dos seus negócios através da inovação.”

Relembrou ainda a experiência sentida pelos associados nos tempos difíceis passados durante o tempo do confinamento. Do acompanhamento estreito que a AECA manteve com os dois Municípios, terminando com o compromisso que a AECA vinculou, conjuntamente com outras Associações do Conselho Superior Associativo da AEP, de promoverem ações de sensibilização que incentivem as Entidades Nacionais e Europeias a adotarem medidas para promoverem a “reindustrialização” da Europa, através de mecanismos de apoio financeiro adequado, contribuindo assim para reduzir a dependência da China. Dependência essa que ficou por de mais evidente com esta pandemia.

Em resposta a queixas de falta de mão-de-obra para trabalhar por parte de Associados presentes, Carlos Brandão, disse que o País está a necessitar de gente para trabalhar, os jovens que estão a sair das escolas não cobrem as necessidades das empresas, e que é urgente o Governo olhar para esta matéria e criar condições e regras por forma a serem criados recursos para fixar emigrantes de outros Países. “O mau exemplo do que está a acontecer no Alentejo e um pouco por todo o lado é resultado do Governo “assobiar para o lado”, não enfrentando de frente o problema. Não basta fingir que não sabe de nada, que não aprova os planos que as empresas vão implementando etc, etc. É necessário ir ao terreno, falar com as empresas, com as associações empresariais, com os Municípios, definir política de habitação social capaz de alojar e de integrar estas pessoas que para cá vêm à procura de melhor vida.”, referiu Carlos Brandão.

No que respeita aos Municípios de Arouca e Vale de Cambra, Carlos Brandão proferiu que “a AECA continuará a conjugar esforços e dará continuidade às atividades conjuntas, promovidas no âmbito das políticas dinâmicas de desenvolvimento da região.”

AECA