A ponte 516 foi e ainda é o assunto do momento em Arouca. Felizmente, não o foi apenas no nosso território, afinal, a sua abertura ao público teve repercussões a nível nacional e internacional. Foram várias as reportagens realizadas e, creio, o impacto foi bastante positivo. Agora, importa fornecer todas as informações necessárias e continuar a demonstrar as nossas belezas naturais para além do mero interesse em atravessar aquela infraestrutura. A este propósito, do lado negativo da balança, é de realçar a polémica desnecessária sobre o facto de a “nossa” ponte ser anunciada como a maior ponte pedonal do mundo. Independentemente dos pormenores técnicos que estão plasmados no comunicado emitido pela Câmara Municipal, a verdade é que o executivo deveria ter acautelado e preparado devidamente uma comunicação eficaz e precisa, de forma a não ter de estar sujeita a explicações técnicas de forma a justificar aquilo que foi anunciado com pompa e circunstância. Oscar Wilde eternizou a célebre frase: “pior do que falarem de nós, é não falarem de nós” e que, provavelmente, influenciou Henry B. King, que chegou a presidente da Associação Americana de Produtores de Cerveja e que prosaicamente resumiu: “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. Decididamente, na minha opinião, a exposição verificada no Polígrafo da SIC ou mesmo nos Fact-Checks noticiosos nacionais não foram positivos e não demonstram a assertividade comunicativa que se exige a quem exibe (e quer continuar a exibir) pergaminhos no turismo.

A reabertura do renovado Museu Municipal decorreu igualmente neste mês de Maio. Será, certamente, mais um motivo para poder convidar os nossos conhecidos a poderem visitar. No espaço de um mês, duas inaugurações que, de certa forma, auguram aquilo que será uma campanha eleitoral em que o Partido Socialista faz valer o facto de estar no poder. Assim o foi no último mandato, em que Artur Neves deu o protagonismo à atual Presidente, e será agora, com Margarida Belém a ter um mês com inaugurações e eventos. Precisamente no mês em que se soube que o candidato do PSD será o Vereador não executivo Vítor Carvalho.

As eleições autárquicas começam a fervilhar. No meu último artigo, aludia ao facto de se ansiar por novidades. E elas surgiram e foram novidades boas. A escolha do PSD por uma figura como Vítor Carvalho mostra um reconhecimento do trabalho efetuado e uma abertura à sociedade civil que os arouquenses desejavam. Será interessante acompanhar o desenrolar da campanha deste candidato, nomeadamente, a equipa que irá reunir e o programa que irá apresentar aos arouquenses. É um gestor, alguém com uma profunda ligação às empresas e, de facto, Arouca precisa de falar sobre empresas e precisa de mais e melhor emprego de forma a contrariar os dados que vamos conhecendo e que são divulgados na imprensa nacional. Arouca perde um habitante a cada dois dias, sendo que a principal faixa etária onde essa perda ocorre é entre os 20 e os 39 anos, isto é, os mais jovens, pelo que, é imperioso que este seja um tema fulcral a ser debatido entre os candidatos à Câmara Municipal.

Como referi, é importante ouvir as pessoas, falar dos temas que podem efetivamente melhorar a vida de todos os arouquenses e sermos falados sempre pelas melhores razões. Falem, mas falem bem!

Texto de Artur Miler