O número crescente de condutores de veículos todo-o-terreno tem vindo a causar destruição nos terrenos da serra da Freita. Esta situação tem vindo a aumentar a preocupação das instituições autárquicas e também das associações ambientalistas que já vieram a público denunciar a situação.

A denúncia mais recente partiu da Quercos Aveiro, que já alertou para as preocupantes imagens da destruição, “nas turfeiras e zonas húmidas subturfosas da Serra da Freita”.

A associação ambiental ainda acrescentou que os habitats de conservação prioritária da rede natura 2000 “estão ameaçados pela circulação de veículos automóveis”, e que a autarquia local, o Geopark e as entidades fiscalizadoras devem agir imediatamente para parar com “esta destruição”.

Segundo informações presentes no jornal JN, já foi solicitada uma fiscalização por parte das autoridades, o assunto tem ainda de ser debatido em Assembleia Municipal e pelo próprio executivo.

Ao que tudo indica, o problema está nos condutores de veículos ligeiros de todo-o-terreno, que tendem a não respeitar os percursos devidamente sinalizados, e nos motociclos que tendem a deslocar-se pelos locais de pior acesso e de maior riqueza natural, que fica deste modo danificada. Ao deslocarem-se neste tipo de viaturas e por estes locais, já referidos, os condutores danificam os terrenos baldios ricos em diversos tipos de fauna, e em espaços particulares. Há registo de instalação de armadilhas pela parte dos proprietários e também de feridos, pelas mesmas.

JN

Foto: JN