António Costa realçou que Ilídio Pinho “além de criar uma coleção de referência de arte moderna e contemporânea, tem procurado partilhá-la com a sociedade, ciente do seu valor cultural relevante”

Desta forma o governo português atribuiu a medalha de mérito cultural ao empresário de Vale de Cambra, “pelo seu contributo para a valorização da arte portuguesa”, referiu esta quarta-feira, António Costa, na rede social, Twitter.

 “Empresário de reconhecido mérito, Ilídio Pinho sempre foi um cidadão empenhado no apoio à produção artística”, declarou o primeiro-ministro. António Costa fez questão de frisar que “além de criar uma coleção de referência de arte moderna e contemporânea”, Ilídio Pinho “tem procurado partilhá-la com a sociedade, ciente do seu valor cultural relevante“.

A exposição “Irradiação Vieira”, vai ser inaugurada no dia 23 de junho, no Museu Arpad Szenes, com base na coleção da Fundação Ilídio Pinho, assente em dezassete obras da pintora Maria Helena Vieira da Silva.

Segundo o “Observador”, a coleção desta fundação é o resultado de aquisições feitas em vida pelo seu fundador, e do núcleo adquirido entre 2006 e 2008 através de um Conselho das Artes, que envolveu o escultor Alberto Carneiro e o curador Miguel Von Hafe Pérez, ações que permitiram a perspetiva sobre o período temporal de 1913 a 2009, e que envolveu artistas como Almada Negreiros, Amadeo de Souza Cardoso, Eduardo Batarda, Ângelo de Sousa, Julião Sarmento ou André Cepeda. De destacar as obras de Vieira da Silva, que raramente foram apresentadas ao público.

O programa de inaugurações inclui ainda as exposições “Animais da Nova Era”, com esculturas de Josefina Ribeiro, e “Going Against”, com imagens da artista Júlia Ventura. As três exposições vão ficar presentes durante o verão, até setembro.

Para além da ciência, a Fundação Ilídio Pinho, sediada no Porto, está também ao serviço da cultura, dando identidade às artes plásticas portuguesas, na sua relação com artistas e cultura científica. Destaca-se desta forma aquele que foi um projeto na área da cultura, “o Anamnese” que teve como responsável Miguel von Hafe Perez, crítico e comissário internacional.