Aproveitando a visita de S. Exa. o Senhor Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, ao Município de Arouca, no dia 08 de junho, no âmbito da  apresentação pública da Campanha nacional e internacional de Turismo, o Presidente da AECA, Carlos Brandão, alertou o Sr. Ministro para as graves consequências económicas das empresas (setor do comércio) que aderiram ao projeto Comércio Investe (Vale de Cambra) e que apesar da verba do pedido final estar aprovada para pagamento, desde Julho 2020, ainda não houve lugar a reembolso.

Alerta que o DD transcreve na íntegra:

“Desde a primeira hora, em 2015 que a AECA viu neste projeto uma mais valia para a revitalização do comércio tradicional e de imediato “lançou” o desafio aos Associados. No entanto, verificou-se uma demora desmesurada na prossecução processual do projeto, o que causou  grandes problemas na sua execução.

As empresas e a AECA aderiram ao projeto, fizeram investimentos, sempre na expetativa do respetivo recebimento atempado, que não aconteceu, gerando  falta de liquidez.

Há anos que os comerciantes fazem um grande esforço para manterem os estabelecimentos abertos, porque têm perdido clientes e vendas por causa da concorrência das grandes superfícies, daí a adesão ao Comércio Investe.

A falta do pagamento do projeto criou um “buraco” nas contas, que se agrava ainda mais, com as dificuldades geradas pelas  medidas para conter a covid-19, sobretudo as que foram obrigadas a fechar, mas também as que continuam a funcionar e perderam clientes e vendas.

As empresas dependem dos clientes para poderem vender, faturar e pagar a fornecedores e despesas fixas, mas sem ou com poucos rendimentos é difícil.

Devido a perdas abruptas parciais ou totais de faturação, as empresas estão com dificuldades em pagar a fornecedores e outras despesas fixas, nomeadamente os salários dos trabalhadores.

Houve uma quebra abrupta da faturação, passando quase ou mesmo para zero de um momento para o outro.

As empresas obrigadas a fechar, como neste caso concreto,  comércio, deixaram de faturar, e, as que continuaram a funcionar viram a atividade, os clientes e as vendas diminuírem drasticamente.

Os promotores aderentes aos ptojeto estão com grandes dificuldades de tesouraria, com a sua origem na falta de pagamento do projeto Comércio Investe, tornando-se insustentável a situação económica, que tende a piorar face à conjuntura acima exposta.

Este problema, com esta dimensão, ao que tudo indica, era do desconhecimento do Sr. Ministro que se prontificou a ver o que se passa e a dar uma resposta muito brevemente.

A AECA espera desta forma que o problema se resolva a muito curto prazo.”

A direção.