A versão final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apresentado pelo Governo à Comissão Europeia no final de Abril, mantém os investimentos para a região do Tâmega e Sousa contemplados na versão preliminar do documento e, segundo o presidente da Comunidade Intermunicipal, Gonçalo Rocha, estes investimentos correspondem às reivindicações da CIM do Tâmega e Sousa e dos municípios que a integram e serão executados até 2026, com recursos que ascendem a 16.644 milhões de euros, sendo que, deste total 13.944 milhões de euros correspondem a subvenções e 2.300 milhões de euros de empréstimos.

Gonçalo Rocha recorda que alguns desses investimentos estavam já previstos no Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), mas a sua inclusão no PRR vai, de acordo com a CIM do Tâmega e Sousa, permitir “acelerar a sua concretização e constituirá um dos maiores investimentos em infraestruturas rodoviárias na região”.

O autarca de Castelo de Paiva aponta que as prioridades apresentadas pelo PRR para o Tâmega e Sousa garantem um conjunto de investimentos na rede rodoviária da região, a executar até 2026, entre eles a construção do IC35, ligando Penafiel (EN15) a Entre-os-Rios, a construção da ligação de Baião à Ponte da Ermida (Resende), a construção da Variante à EN211, de Quintã (Marco de Canaveses) a Mesquinhata (Baião), com ligação ao concelho de Cinfães, e a construção da Variante à EN210, de Celorico de Basto à A7.

“Estas intervenções visam organizar e gerir melhor o tráfego rodoviário, retirando veículos das áreas urbanas e canalizando-o para corredores de tráfico rápido, com melhores condições de segurança, assim causando menos impactos a nível ambiental, mas também minorar os impactos negativos que a ausência destas ligações tem provocado na rede rodoviária da região e, consequentemente, nos agentes económicos, em especial na competitividade das empresas”, referiu o presidente da CIM do Tâmega e Sousa em recentes declarações à imprensa.

A concretização destes projectos apresentados na versão final do PRR irá assegurar a melhoria das acessibilidades na região do Tâmega e Sousa, garantir a redução do tempo de percurso nas áreas urbanas, desenvolver as condições de mobilidade, potenciando desta forma, o crescimento e a criação de emprego na região, sublinhou Gonçalo Rocha, defendendo que estes investimentos vão trazer mais coesão territorial.

Importante será dizer que, a estes investimentos, já previstos no PNI, somam-se também construção da ligação da Zona Industrial de Cabeça de Porca (Felgueiras) à A11 e a melhoria das acessibilidades à Área de Localização Empresarial de Lavagueiras (Castelo de Paiva), através da conclusão da Variante à EN 222 com ligação ao nó de Canedo, da A32.

“Trata-se de alavancar o investimento já efectuado nas Áreas de Acolhimento Empresarial destes concelhos, constituindo o suporte mais adequado para garantir a entrada e saída de mercadorias de forma eficiente e económica”, acrescenta ainda o presidente Gonçalo Rocha. CMCP