Após ter sido cancelado, há mais de um ano, por razões relacionadas com a pandemia, a
apresentação do livro “A Tília da Praça”, mais recente obra do autor arouquense José Cerca,
ocorreu na passada sexta-feira. Este conto infantojuvenil, editado pela Trinta por Uma Linha e
que conta com as ilustrações do também arouquense José Costa Gomes, ocorreu no dia 23 de
abril, (dia Mundial do Livro e dos direitos de autor), por volta das 18:30h, no auditório da Loja
Interativa de Turismo de Arouca.
Devido à pandemia de Covid-19 a participação no evento foi limitada a 60 pessoas, pelo que
teve de ser realizada marcação prévia a ser sujeita a confirmação pela Biblioteca Municipal de
Arouca.
O livro “A Tília da Praça” conta a história da campanha levada a cabo pelos alunos de todas as
escolas de Arouca em defesa das frondosas tílias da praça, campanha esta que acabou por ser
alargada à defesa de todas as árvores. Na obra são abordadas ainda duas das mais conhecidas
lendas de Arouca: a “lenda da Senhora da Mó” e a das “Laranjas do Burgo”.
O DD esteve na apresentação da obra que se iniciou com uma introdução feita pela Presidente
da Câmara, Margarida Belém, onde esta salientou a importância dos autores e da literatura.
Logo de seguida Simão Oliveira interpretou uma canção intitulada “O poema”.
Houve tempo ainda, após o momento musical, para escutar uma leitura dramatizada, à qual a
jornalista Cláudia Oliveira deu voz. Armando Zola antigo presidente do Município de Arouca,
durante a sua participação na apresentação, aproveitou para realçar o paralelismo que é feito
na obra, onde o tema da defesa das Tílias pode ser enquadrado com a defesa do ambiente que
urge nos tempos atuais. Da mesma forma onde realça a responsabilidades dos
arouquenses/resto do mundo para que se levar a cabo a preservação das árvores e florestas.
A ideia inicial de realizar esta obra
“Considero que o livro aborda temas e causas importantíssimos e as próprias descrições
contêm bastante realismo.” Armando Zola. O antigo edil aproveitou ainda para afirmar que a
obra é destinada a todas as faixas etárias e ainda enriqueceu a “conversa” com algumas
histórias e exemplos da sua vida pessoal e como presidente.
João Manuel Ribeiro escritor/editor da Trinta por uma Linha, editora do Livro, e José Costa
Gomes o ilustrador foram bastante concisos nas declarações realçando que a obra tem uma
mensagem muito atual, divertida e importante para as atuais gerações.
O autor José Cerca agradeceu aos presentes e adiantou, no momento, que esta era a 1ª obra
ficcional totalmente arouquense. “A ideia de escrever este livro partiu de factos reais que têm
a ver com o corte de enormes choupos no parque municipal em 2005 durante o último
mandato do Dr. Armando Zola, como presidente da Câmara Municipal. A partir desse
acontecimento, que causou algumas críticas na opinião pública, e com o conhecimento que eu
tinha da vida escolar, por dever de profissão, imaginei toda uma sequência de ações, em
defesa das tílias da praça, envolvendo a comunidade escolar do concelho.”, proferiu José Cerca
sobre a ideia inicial que o levou a escrever esta obra ficcional.
O porquê da escolha da editora “Trinta por uma linha”
No que respeita à escolha da editora, segundo o autor, esta recaiu sobre a Trinta por Uma
Linha por o autor “conhecer já o escritor João Manuel Ribeiro e, devido também, ao facto

desta editora privilegiar o carácter pedagógico, acima do carácter económico das suas
edições.” Relativamente à parceria com o Professor José Costa Gomes, esta surgiu pois o autor
já conhecia o seu trabalho artístico, facto que desencadeou o pedido para que este fizesse
algumas ilustrações para embelezar o texto.
“Normalmente, as editoras têm os seus próprios ilustradores. No caso de “A Tília da Praça”
houve uma exceção. Na verdade, tendo comigo algumas ilustrações que o prof. Costa Gomes
teve a amabilidade de fazer para um concurso literário promovido, em 2010, pela Biblioteca
Municipal de Gaia, enviei-as ao Dr. João Manuel Ribeiro que gostou delas e aceitou o seu autor
como ilustrador desta obra. E a sua aceitação acabaria, portanto, por contribuir para o reforço
da marca arouquense desta obra.”
Conteúdo e temáticas a abordar
No fundo a obra é profundamente arouquense facto que se corrobora não só pela
naturalidade do autor e ilustrador mas também a partir dos locais (arouquenses) onde o leitor
“é levado” ao longo do texto, são eles o parque, a praça, as escolas, o Mosteiro de Arouca,
Capela da Misericórdia, Calvário, Freita e Senhora da Mó.
O livro encontra-se com preço de venda ao público de 10 euros e já se encontra disponível na
internet, na página da editora e também nas duas livrarias existentes em Arouca.
“Um dos principais objetivos que estão subjacentes a esta obra foi a preocupação
pedagógica de com ela motivar os leitores, sobretudo os mais jovens, para a defesa das
árvores, indispensáveis para o equilíbrio ecológico do nosso Planeta. Foi, sobretudo, para esse
tipo de leitores que eu escrevi esta obra infantojuvenil e dediquei-a aos meus 4 netos, a Maria,
o Manuel, a Sofia e o Tiago, representando neles, simbolicamente, todos os atuais e futuros
leitores.”, declarou José Cerca.
No final da sessão o autor aproveitou para apelar para que todos os alunos de Arouca, que
frequentam a E.B 2,3, não abandonem a escola sem lerem este livro. Simão Oliveira cantou
ainda o tema “Minha árvore”, para os convidados presentes.