O Movimento Fotográfico de Arouca (MFA) foi criado em setembro de 2009, por iniciativa de Nuno Cerca, que se reuniu com um grupo de arouquenses entusiastas da fotografia, que, assim, se tornaram sócios fundadores da associação juvenil “Olhares Contemporâneos – Associação de Fotografia” (nome oficial no RNAJ), publicamente, divulgada como “Movimento Fotográfico de Arouca”.

“Em 2009 a fotografia ganhava cada vez mais adeptos no Mundo e, em particular, em Arouca, onde, salvo algumas exposições ocasionais, não havia grande espaço à arte fotográfica”, começou por dizer João Martins, presidente da associação, acrescentando que o MFA foi criado com o intuito foi promover a arte fotográfica e, por inerência, divulgar as terras de Arouca”.

A associação prepara-se para assinalar 12 anos e, segundo João Martins, tem como objetivo “consolidar-se no associativismo arouquense, mantendo os mesmos objetivos que levaram à sua criação: promover a arte fotográfica e divulgar Arouca”.

“O nosso objetivo primário era a criação de uma associação com um plano de atividades diversificado, ao longo do ano, que incluísse exposições, passeios fotográficos, tertúlias, entre outros. No entanto, uma associação com tema tão específico como a nossa vive, na atualidade, algumas dificuldades, nomeadamente na angariação de novos associados, em especial os das camadas jovens”, afirmou o o presidente do MFA.

João Martins acredita que “os grupos de redes sociais vieram substituir, de forma “desresponsabilizada”, o trabalho das associações, que têm estatutos, regulamentos e regras para cumprir”, referindo ainda que existe a ideia de que, para pertencer à Associação, é necessário uma máquina fotográfica sofisticada, “o que acaba por ser um princípio oposto ao que nos propomos. Não importa a máquina com que fotografamos, importa a fotografia. Temos associados a participar nas nossas atividades, fotografando apenas com o telemóvel”, disse.

Atualmente fazem parte do Movimento Fotográfico de Arouca 170 associados, entre sócios efetivos e sócios honorários – com mais de 30 anos.

O Movimento Fotográfico de Arouca e a pandemia

João Martins confidenciou que a Covid-19 afetou bastante o trabalho da associação: “A forma de estar da Associação depende muito da liberdade de circulação e do convívio presencial: a liberdade de circulação para podermos aceder aos locais para fotografar e o convívio porque, para a maioria dos associados, é a mais-valia da Associação. Privar-nos de ambas as coisas limita imenso a nossa forma de atuação. É no convívio presencial e na prática fotográfica, em conjunto, que vamos partilhando os nossos conhecimentos. Há mais de um ano que não nos juntamos, apesar de promovermos uns “cafés digitais” para falarmos sobre fotografia. No último, alguém dizia “já estou a ressacar de não fotografar com companhia”. Esperamos que a Primavera permita, ainda que de forma limitada, realizar alguma atividade presencial. Se o atual estado se prolongar por um período longo, repensamos retomar alguma formação, mas à distância”.

Atividades promovidas

Segundo João Martins, a atividade mais comum da associação é a saída fotográfica (quase sempre em Arouca). No entanto, disse, tentam também promover, pelo menos uma vez por ano, um evento relacionado com formação fotográfica (interna ou externa), algumas tertúlias fotográficas e parcerias com outras associações. “Queremos que quem participe nas nossas atividades se sinta o mais integrado possível e que perceba que, no MFA, funcionamos como um grupo, amigo, unido, versátil, sem qualquer egocentrismo. E acredito que tem sido isso que faz com que os associados queiram participar regularmente nas atividades”, afirmou.

Apoios e a importância da fotografia

No que diz respeito a apoios, João Martins refere que vão conseguindo resposta aos apoios solicitados. “Muitas vezes, mais importante que o apoio financeiro direto, são os apoios que podem ser dados por outros meios: cedência de espaços e de meios de transporte, acesso a estruturas/eventos, brindes. E, nesse aspeto, temos obtido respostas, sobretudo da Câmara Municipal de Arouca, principal organismo a quem costumamos recorrer. Para além disso, temos o apoio do Hotel S. Pedro que frequentemente nos acolhe e a quem agradecemos imenso. Gostaríamos de ter uma sede, mas compreendemos, também, que os custos de manutenção poderiam ser elevados para a realidade da nossa Associação. Talvez, quem sabe, um dia se consiga pensar numa sede comum a várias associações concelhias, minimizando custos com a partilha de espaços”.

Em jeito de conclusão, João Martins afirmou que “a Fotografia é o “MOTIVO” que leva um grupo tão heterogéneo a reunir-se e a partilhar experiências entre si. Acaba por ser incrível! O nosso foco é Arouca, sempre Arouca. Mesmo os nossos associados de fora do concelho (cada vez são mais) apaixonam-se pela fotogenia que Arouca oferece. No entanto, move-nos a Fotografia e conciliar isso com outras oportunidades deixa-nos mais ricos”, afirmou, contando que “de há uns anos a esta parte, temos organizado uma saída internacional. Em 2019 fomos mais de 40 associados a Colónia, mas já anteriormente tínhamos visitado Milão, Luxemburgo, Corunha e Madrid. e, em 2020, prevíamos que fossem mais os interessados. Infelizmente, o atual contexto obriga-nos a adiar a atividade que mais pessoas atraía”.

“A fotografia é uma técnica, porque exige conhecimentos mas, ao mesmo tempo é uma arte, porque revela a sensibilidade do autor e a sua forma de ver o mundo! Além disso, o convívio que se estabelece e a partilha de fotos podem criar amizades para toda uma vida”, afirmou o presidente do MFA, apelando à população que se junte à associação. Para o fazer, basta aceder ao site www.mfarouca.pt ou enviar email para info@mfarouca.pt. Pode ainda encontrar mais informações no facebook do Movimento Fotográfico de Arouca.