A Fundação Calouste Gulbenkian vai disponibilizar ao Estado 50 carrinhas que vão operar em diversas partes do país, substituindo os táxis. Arouca não foi exceção e já recebeu o primeiro dos 5 veículos que lhe são destinados.

Esta carrinha que já foi disponibilizada ao concelho começou, esta quarta-feira, o seu trabalho substituindo os táxis, que anteriormente levavam as equipas médicas a domicílios dispersos por cerca de 329 quilómetros quadrados. De lembrar que a Gulbenkian disponibilizou, por agora, ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Santa Maria da Feira e Arouca uma carrinha, para apoiar essa estrutura num projetor inovador de vacinação domiciliária contra a Covid-19, mas no total, e como foi dito anteriormente, vai, mediante uma parceria, disponibilizar ao Estado 50 carrinhas para operar em diversas partes do país.

No concelho de Arouca a primeira viagem da viatura iniciou-se às 9h, desta quarta-feira, na Unidade de Saúde Familiar (USF) de Escariz, esta ia equipada com 6 vacinas da Pfizer que, independentemente da idade ou condição física do utente, é a marca administrada ao domicílio por ser a única cujo transporte não obriga ao acondicionamento frigorífico.

Este método permitiu uma enorme poupança com os táxis que antes eram alugados para percorrerem a distância necessária até casa de cada doente. Ainda mais com a inoculação contra a Covid que exige que a equipa médica aguarde 30 minutos no domicílio da pessoa vacinada para acompanhar o seu recobro.

António Alves, que dirige o ACES Feira Arouca e esta manhã foi acompanhando o circuito de vacinação domiciliária pelo telefone, concorda que essa poupança financeira é a grande mais-valia da “generosidade” da Gulbenkian. “A carrinha não vem fazer nada que nós já não fizéssemos sempre, mesmo antes da pandemia; vem é agilizar um bocadinho o processo, porque nós nunca temos carros suficientes para as necessidades e isto alivia-nos a despesa com os táxis, que, além de serem mais caros, não são tão seguros, por misturarem circuitos de saúde com circuitos normais de transporte”, explicou.

Segundo um balanço da agência noticiosa francesa AFP, a pandemia de Covid-19, que teve origem no vírus SARS-CoV-2 e registou os primeiros casos em dezembro de 2019, já provocou mais de 2,7 milhões de mortes em todo o mundo, em resultado de 120,6 milhões de infetados.

Em Portugal, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, a Covid-19 já causou 16.707 óbitos entre 814.897 casos de infeção confirmados.