No âmbito da consulta pública do PRR- Plano de Recuperação e Resiliência, a AECA fez uma proposta de inclusão de investimentos estruturantes para a economia da região, tendo participado diretamente na plataforma para o efeito www.consultalex.gov.pt, fazendo também chegar a mesma proposta às seguintes entidades: Primeiro Ministro; Ministro do Planeamento, Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Secretaria de Estado das Infraestruturas e Associação Nacional de Municípios Portugueses. Aqui se transcreve.

A propósito do PRR, atualmente em consulta pública, vem a AECA – Associação Empresarial de Cambra e Arouca solicitar que contemplem os seguintes investimentos na Dimensão estruturante “Resiliência”, Componente 7. Infraestruturas, no item “Missing Links e Aumento de Capacidade de rede”, por serem vitais para o Municípios de Arouca e Vale de Cambra, para a Região do Entre Douro e Vouga e, consequentemente para a Área Metropolitana do Porto e para a região Norte. Estes são investimentos há muito reivindicados também pelo tecido empresarial:

– Conclusão da ligação da Variante à EN326 entre a Ribeira – Tropeço e Escariz.

– Execução da Variante Chão d’Ave (EN 224-1) e Carregosa – Nó da A32.

Sabendo que:

As condições de acessibilidades são cada vez mais um dos principais fatores determinantes do nível de atratividade de qualquer região enquanto potencial zona de localização empresarial, na medida que se refletem diretamente nas distâncias/tempo e nos custos de escoamento de produção e de abastecimento de matérias primas subsidiárias às empresas.

A região do Entre Douro e Vouga divide-se em zonas distintas, a primeira é constituída pelo eixo de STª. Maria da Feira e Oliveira de Azeméis e a segunda pelo eixo Arouca e Vale de Cambra.

A primeira destas zonas possui boas condições de acessibilidades entre as sedes dos concelhos que a constituem, com maior desenvolvimento industrial e crescimento urbano. Arouca e Vale de Cambra dada a posição excêntrica face ao eixo mais urbanizado e a morfologia do território, retêm aspetos marcadamente rurais.

Arouca e Vale de Cambra são os concelhos mais desfavorecidos relativamente ao número de acessos disponíveis para aceder de forma direta à rede fundamental nacional, sendo a situação de Arouca a mais crítica.

Arouca é o único município da área Metropolitana do Porto que não tem acesso rápido à sede da sua Área Metropolitana.

Num quadro como o Entre Douro e Vouga, de grande dinamismo empresarial, em que todos os aspetos das infraestruturas de transportes e acessibilidades são o garante da mobilidade necessária para o desenvolvimento sócio económico da região, é um facto que os concelhos de Arouca e Vale de Cambra são altamente deficitários ao nível das acessibilidades existentes, o que induz dificuldades acrescidas aos diferentes níveis de desenvolvimento, revestindo-se como um fator de estrangulamento.

O dinamismo empresarial de Arouca e Vale de Cambra tem sido algo de assinalável, tendo as exportações aumentado muito significativamente, aumentando em muito o tráfego de contentores de 40 HQ e de veículos pesados desde e para os seus Pólos industriais.

Todo este território é servido pela a EN 224-1 ligação Carregosa/Chão de Ave, a principal via de acesso ao concelho de Arouca e de algumas freguesias de Vale de Cambra.

Esta via liga Carregosa – Oliveira de Azeméis ao Chão de Ave – Arouca, une no seu percurso os concelhos de Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca. Esta via é o acesso insubstituível às zonas industriais, nomeadamente Z.I. da Farrapa (Chave), Parque de Negócios de Escariz, Z.I. das Lameiradas e Z.I. da Mata (Mansores) no concelho Arouca assim como Z.I. do Rossio (Vila Cova de Perrinho), Z.I. de Algeriz (Algeriz) e Concentração Empresarial de Vale Pereiras (Vila Chã) no concelho de Vale de Cambra, cujas empresas instaladas representam uma considerável fatia do volume de negócios do território e muito representativa nas exportações do Entre Douro e Vouga.

Com o crescimento do tráfego pesado atrás exposto, esta via enfrenta diariamente constrangimentos derivado às suas curvas estreitas e sem condições de passagem em simultâneo de 2 veículos pesados, nomeadamente desde a Zona do Cardeal (Carregosa) até à sua ligação à EN227.

Este troço de cerca de 2,5 Km é o verdadeiro “calvário” diário de quem lá passa, nomeadamente nas horas de ponta.

– A execução da Variante Chão d’Ave (EN 224-1) e Carregosa – Nó da A32 (projeto com intervenções previstas nos concelhos de Oliveira de Azeméis, de Vale de Cambra e Arouca), a sua construção é estruturante para o desenvolvimento do território.

– A conclusão da ligação da Variante à EN326 entre a Ribeira – Tropeço e Escariz, os últimos 8 quilómetros em falta para estar concluída a Via Estruturante de ligação de Arouca ao litoral, concretamente à A32 (nó de Pigeiros – Stª. Mª. da Feira) é vital para a coesão e competitividade do território e das empresas nesta sedeadas, assim como para atrair potenciais novos investimentos e encurtar e melhorar a acessibilidade ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Porto de Leixões. AECA