A Câmara Municipal de Arouca, na sua reunião do passado dia 2, deliberou por maioria a alteração de uso dos edifícios onde funcionaram as escolas de Merujal (União de Freguesias de Albergaria e Cabreiros), Bustelo (Moldes) e Silveiras (União de Freguesias de Covelo de Paivó), que assim passam de “estabelecimentos de ensino para empreendimentos turísticos na tipologia de Casa de Campo”.

Esta decisão contou com a abstenção dos Vereadores do PSD, Fernando Mendes e Vítor Carvalho.

De referir que já no Período Antes da Ordem do Dia, Vítor Carvalho, interveio para, depois de lembrar que na reunião de 21 abril de 2020, tinha questionado a Srª Presidente sobre, “qual o ponto de situação relativo às intervenções nas escolas primárias de Bustelo, Merujal e Silveiras; e já agora que modelo de gestão está o executivo a pensar para as mesmas”.

Segundo continua a registar a respetiva ata este autarca reproduziu a resposta de então, da Presidente da Câmara: “as obras encontram-se terminadas, não estando os equipamentos ainda em funcionamento devido à atual situação de pandemia. Disse ainda que, pelo menos numa primeira fase, será a autarquia a gerir esses equipamentos, que terão como principal objetivo apoiar a estratégia de valorização dos percursos pedestre e da rota dos geossítios, bem como de algumas iniciativas culturais que se pretende levar a cabo”. Na altura este autarca questionou Margarida Belém sobre as circunstâncias de “face aos fins que lhe destina, como é que vai desenvolver iniciativas culturais?”.

A concluir a sua intervenção Vítor Carvalho, que falava também em nome do outro Vereador social-democrata, Fernando Mendes, disse esperar “que o Município não utilize estes equipamentos para fazer concorrência aos agentes do sector turístico/Privados ou não os recupere para os deixar ao abandono, pois há mais de um ano que estão prontos”.

Em resposta Margarida Belém esclareceu que “as escolas primárias já têm sido utilizadas, nomeadamente a de Bustelo, no apoio a iniciativas de índole cultural, sendo entendido que, para o melhor funcionamento destes equipamentos, se considera que é importante a sua classificação como Casa de Campo”, adiantando ainda “que será a Câmara a gerir a sua utilização, para o que estão a ser preparadas as respetivas normas”.

De referir que, depois de no mandato anterior ter sido gorada essa possibilidade, a Câmara Municipal, em 2013, vendeu cinco das antigas escolas primários (depois de algumas terem sido cedidas a instituições e coletividades). Um exercício que rendeu aos cofres do município €170.871.