Clubhouse é o aplicativo do momento. No dia 19 de fevereiro a nova rede social ultrapassou a marca dos 8 milhões de downloads. Isto, vale ressaltar, estando em versão beta e apenas disponível para usuários de iOS. 

Qualquer pessoa que tenha iPhone pode fazer o download do aplicativo e criar um nome de usuário, mas para utilizar a App é preciso que receba um convite de outro utilizador. 

O Clubhouse foi criado para ser um espaço para conversas onde as pessoas podem se divertir, aprender, fazer conexões significativas e compartilhar experiências valiosas com outras pessoas ao redor do mundo. 

Como funciona?

Simples (até demais): criamos ou escolhemos uma sala já criada, entramos e falamos. 

Nada fica gravado. Acabou a conversa, o moderador fecha a sala e não ficam vestígios da sua existência. 

Sim, parece banal, mas o sucesso vem sendo estrondoso e a empresa já vale muitos milhões de dólares. 

É mesmo viciante.

Não há conteúdos previamente disponíveis, não é permitido gravar as conversas e apenas perfis pessoais são aceitos (até a data), isto é, marcas e empresas não podem, de acordo com as regras da rede social, criar perfis em nome coletivo. A intenção é que haja experiência em tempo real entre indivíduos e trocas de ideias e experiências, como numa conversa numa sala-de-estar ou num café. 

Opinião Pessoal

Faço parte da rede há algumas semanas e, obviamente, frequentei logo as salas relacionadas com o tema ‘fotografia’. E foi incrível. Fiquei a conhecer muitos fotógrafos que antes só conhecia de nome ou site e inclusive tornei-me próximo de alguns. 

Frequento salas sobre marketing, marcas, conteúdo digital, ou seja, se for do meu interesse entro e ponho-me a ouvir (aprender) enquanto edito fotografias, cozinho ou arrumo a casa. Há também salas com temas triviais: jogos, perguntas, dicas de lugares para comer e impressões etc.

A partilha de experiências é o ponto forte da aplicação. Não estamos a ler um texto bem preparado e que às vezes destoa muito das crenças ou intenções reais do seu autor: estamos a ouvir a própria pessoa, a sua voz, as suas ideias, tudo em tempo real. Na maioria das vezes é uma boa experiência, mas eventualmente também pode ser um pouco decepcionante — o que afinal acaba por ser bom, pois as outras redes podem nos mostrar uma imagem que não se sustenta fora delas e acabamos por ser ludibriados. Não há, pelo menos de forma evidente, o perigo fácil das máscaras. 

Outra vantagem da aplicação é que podemos apenas ouvir a conversa. Se não quisermos falar é simples: entramos na sala e não “levantamos a mão”. Queremos dizer o que pensamos? Levantamos a mão e os moderadores (os que criaram a sala ou foram convidados por estes para moderá-la em conjunto) aceitam o pedido e subimos para o “palco”.

Voz. Só isto. Tão óbvio. Tanto sucesso.  

Sigam-me no Clubhouse: @joseroldao