Rotary, Pólio e Covid-19 foram o mote para a conversa com Diamantino Gomes, promovida pelo Rotary Club de Arouca, realizada em Zoom e com transmissão no facebook do clube (https://www.facebook.com/rotary.club.arouca/videos/784930005712280), na passada quarta-feira, dia 10.

José Diamantino Gomes é médico cirurgião, chefe de serviço de cirurgia oncológica e Past-Governador do Distrito Rotário 1970 (no ano 2004-05). Recentemente, em entrevista à revista Portugal Rotário, alertou para as mudanças que a covid-19 veio trazer e para os impactos nefastos no sistema nacional de saúde e no tratamento aos portugueses. Na palestra com o clube arouquense falou da relação entre “Rotary, Pólio e a covid-19”, nomeadamente no que ao combate à doença diz respeito, sendo que o movimento rotário está empenhado, internacionalmente, na erradicação da poliomielite (em 2021, há apenas registo de um caso, no Afeganistão). “Pólio e covid têm em comum três grandes pontos: mobilização social, imunização e vigilância. As semelhanças entre pólio e covid têm a ver com o facto de ambas combaterem um vírus, de haver prevenção através de vacina e do seu combate dever ser feito com base em parcerias entre agentes sanitários e voluntários”, começou por dizer o clínico. Daí que a base do trabalho do Rotary, no combate à pólio, esteja a servir para apoiar o combate à pandemia, tanto as suas estruturas físicas – centros de rastreio e vacinação – como os recursos humanos disponíveis.

“Existe uma enorme necessidade de diálogo com os líderes comunitários para evitar “ataques” aos vacinadores”, alertou Diamantino Gomes, considerando que as mulheres têm um papel “muito importante para garantir a adesão à vacinação”.

A covid-19 é uma “doença de exaustão pandémica, de solidão, de incerteza, de fadiga e desespero (profissionais e cidadãos)”, que “veio trazer ao de cima outras misérias do mundo: falta de assistência médica, miséria social, falta de acesso a água potável. A crise sanitária aumentou as desigualdades sociais”, vincou.

Conhecedor do Sistema Nacional de Saúde português, Diamantino Gomes elogiou-lhe a qualidade, mas reconheceu que está “envelhecido por falta de investimentos em equipamentos e recursos humanos”.

No final da sessão, muito participada, o que levou aos agradecimentos da presidente do clube, Teresa Sousa, o Governador do Distrito 1970, o arouquense Sérgio Almeida, elogiou o trabalho do Rotary. Numa analogia com a saúde, Sérgio Almeida comparou o movimento a uma “vacina contra a desmotivação”, principalmente no contexto atual. RCA